a importância do diagnóstico no projeto de mídia social

23 02 2009

Participo de vários compromissos diariamente. Mas ao refletir um pouco mais sobre isso, passei a classificar os perfís de reuniões frequentes com os clientes e parceiros de negócios da seguinte forma:

number-1ENCANTADO COM A “LÓGICA” DA CRIAÇÃO – o cliente tem um bom projeto, muito criativo mesmo, porém baseado exclusivamente em suas referências (em muitos casos não poucas, pois são pessoas experientes e consagradas), segue a linha da comunicação tradicional – one way – que, em essência, focaliza demasiadamente uma marca, um produto ou um serviço. Mostra estudos de mercado e reportagens, mas não mergulha no árduo trabalho de mapeamento para descobrir as nuances da marca nas comunidades web.

number-2PRONTO PARA O PROJETO, MAS EM BUSCA DO DIÁLOGO E ENGAJAMENTO – o cliente entende que atrair as pessoas para um diálogo não é algo trivial. Exige técnica, conhecimento, estudo e análise. E que o seu projeto terá mais chance de sucesso se um mapeamento do mercado anteceder o seu lançamento. Fica surpreso quando o resultado desse diagnóstico dá pistas de comportamentos não perceptíveis anteriormente.

number-3MARCO ZERO: VAMOS COMEÇAR PELO MAPEAMENTO? – o cliente entende que as conversas do mercado na web devem nortear uma campanha e todos os seus canais de comunicação [Fiz um post sobre o assunto em setembro do ano passado].

De uma forma ou de outra, as três situações têm parte de sucesso, parte de fracasso e muito aprendizado. Meu objetivo aqui não é o de julgar as atitudes de cada empresa em seu projeto, mas de mostrar a importância do mapeamento dentro desse contexto.No slideshare abaixo, você encontrará mais um curso ministrado pelos meus sócios Jair Paulo e Edney Souza sobre Desk Research, na linha da Academia 2.0, que vem sendo desenvolvida há mais de dois anos no Grupo RMA. Eles mostraram de forma estruturada porque esse é um pedaço do projeto que merece muita atenção.





batalha de blogueiros anima [ainda mais] a Campus Party

25 01 2009

batalhadeblogueiros_msoma1O lance foi muito rápido. De sexta para sábado, cerca de 72 blogueiros foram convidados para um animado desafio: a #batalhadeblogueiros. As equipes se enfrentaram em uma arena de laser shot localizada no stand da F-Secure, em um ambiente que simulava uma guerra virtual com armas a laser. O objetivo desta iniciativa, organizada pela F-Secure e polvora, foi o de promover uma confraternização entre os blogueiros presentes ao evento, além de incentivar a conscientização destes formadores de opinião na internet sobre a necessidade de proteção contra as novas ameaças virtuais.

A “batalha virtual” foi transmitida ao vivo, e o público da Campus Party acompanhou seus blogueiros prediletos em um monitor do lado de fora do estande e,batalhadeblogueiros_jovemnerd por meio do Twitter, seguindo as tags #batalhadeblogueiros e #batalhadeblogs. A farra foi boa e o saldo final ainda melhor. Aqueles blogueiros que se conheciam apenas pelo browser, puderam brincar, beber e conversar ao vivo. Os demais aproveitaram para botar a conversa em dia.

Alexandre Ottoni, do Jovem Nerd, foi o campeão e levou um Nintendo Wii para casa. Agradecimento especial ao fotógrafo Eduardo de Sousa que registrou tudo em dezenas de fotos. Confira quem esteve na brincadeira neste fabuloso álbum.

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Campus Party: polvora fashion geek

24 01 2009

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Campus Party 2009: aí vamos nós!

17 01 2009

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Durante a semana de 19 a 25 de janeiro, a polvora! estará trabalhando a partir do Campus Party, o maior encontro mundial de integração de tecnologia, conteúdos digitais e entretenimento em rede. Nosso staff contará com oito profissionais escalados diariamente, sem contar o presidente e os quatro diretores que comandam a equipe, totalizando treze pessoas, além dos demais profissionais do Grupo RMA. Neste ano, Edney Souza, diretor de operações da polvora!, é o responsável pelo Campus Blog, com o precioso apoio de Alexandre Inagaki, diretor de conteúdo e criação da polvora!.

Nossos esforços e crenças se traduzem em investimentos. A imagem acima representa o stand de 40 metros quadrados montado no evento, juntamente com empresas parceiras, inspirado num conceito de ambiente lounge. Abaixo, um ângulo privilegiado, difícil de ser visto ao vivo, e que mostra detalhes do espaço.

polvora-40m-mod-2-3A polvora! produziu uma camiseta especial para o Campus Party, estampando uma imagem bem “cool” de um sanduba com o recheio de redes sociais, plataformas tecnológicas e recursos renomados da web. Aguardamos a sua visita!camiseta-polvora-cparty2





os intérpretes do mundo corporativo e das mídias sociais

10 12 2008

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Nas últimas semanas a polvora! ganhou destaque no SBT (SBT Realidade) e na Globo (Jornal da Globo). Pensei comigo: “o que faz a mídia tradicional dar valor para as mídias sociais nessa intensidade?” Olhei o volume de Social Media Workshops e Trainings que fazemos. Nos cursos e eventos que participamos, além das aulas, a convite de gentís professores visionários que nos convocam. Recebemos, em média, dois convites para eventos por semana. Não é nada remunerado, pois sabemos de nosso papel de evangelizadores de mercado.

Semana passada estive em Joinville (SC). Tomei café da manhã com um admirável executivo que, de forma espontânea, destacou a importância de quem se “converteu” do mundo corporativo para o das mídias sociais. Ele usou os termos “tradutor” e “intérprete” entre os dois mundos para explicar nossa missão (polvora!) nesse mercado. Inevitavelmente, voltei no calendário e lembrei da época que eu falava das mídias sociais com entusiasmo e era visto como um louco. De louco para intérprete parece ser uma boa evolução, não na minha visão, mas do mundo.

Os evangelizadores e intérpretes se multiplicaram nos últimos tempos e chegaram às mídias, com assertividade e consistência. Tá explicado, então, porque esse mundo maravilhoso ganhou a atenção das mídias tradicionais.





pensamentos e atitudes solidárias: do tradicional para a mídia social

6 12 2008

sejasolidario4“O que os olhos não vêem o coração não sente”. Hoje é praticamente impossível a informação relevante, emocionante, solidária, deixar de chegar até nós. Podemos escolher se é pelo meio tradicional (rádio, TV, jornal, revista…) ou pelas mídias sociais (flckr, youtube, twitter, blogs…). O fato é que as atitudes e pensamentos mudaram de forma significativa.

Até pouco tempo, doar era uma opção bonita, para raras pessoas, do ponto de vista da sociedade. Mas a colaboração na internet derrubou algumas barreiras de visão, cultura e expressão, invadiu a mídia tradicional e as duas juntas formaram uma pororoca sem fim. É difícil algo passar impune. Deixar de doar ficou estranho.

A diversidade na forma de doar passou a ser mais discutida. Eu mesmo cresci com a pontual, muito acentuada no final do ano com o “espírito natalino”. Depois parti para uma sustentável, onde cozinhava todos os finais de semana numa creche para crianças na periferia de Uberaba – MG. Hoje faço parte de uma comunidade japonesa e atendo como voluntário, mensalmente.kits-seja-solidario

No ano passado, a RMA Comunicação ajudou de forma estruturada o Centro de Assistência Social do Jardim Peri. Em nome de cada cliente, doamos um kit de final de ano, preparado sob medida (roupas, alimentos, brinquedos…) para as crianças, que escrevem e desenham livremente as suas mensagens de agradecimento. Neste ano, estendemos a ação para o nosso network por meio da polvora!. Aumentamos de 50 para 100 o número de crianças beneficiadas. Dessa vez foi possível gravar os testemunhos das pessoas, mostrando um pouco mais do belo trabalho desenvolvido naquele bairro.

É claro que novos e próximos passos dependem do resultado da colaboração, do engajamento das pessoas participantes. Faça parte dessa rede e doe o seu tempo, a sua intenção, a sua atenção… Veja aqui.

Até agora, blogs como o Querido Leitor, o Pensar Enlouquece, o Interney, o Dupla Vista, AsnoVolante, o Pastéis de Vento e o blog da Liliane Ferrari. Visite os links e veja histórias bem bacanas de solidariedade.





respostas aos questionamentos do Spyer

20 09 2008

Em nossas últimas reuniões, testemunhei, de Juliano Spyer, sorrisos largos, piadas sarcásticas (em cima de cada fato comentado nas conversas) e um papo inteligente, fora da curva. Recentemente ele visitou a polvora! e fez um post. Obviamente, mostrou que sempre anda com sua antena ligada. Observou tudo: as pessoas, a forma de trabalho e o clima. Jogou alguns questionamentos “no ar”, solicitando respostas aos seguintes assuntos:

SPYER – Eu queria entender melhor o que é uma tarefa na polvora!, como ela é descrita e como os gerentes garantem que suas equipes se envolvam e dêem o melhor de si e não façam o trabalho apressadamente.

R – Existem vários tipos de tarefas na polvora! (depois do planejamento estratégico, etc). As principais se dividem em mapeamento/entendimento dos hubs, produção de conteúdo e relacionamentos.

Para obter das pessoas o envolvimento pleno e de qualidade, estudamos bem os perfis dos analistas de mídias sociais, procurando entender quais tarefas desempenham com maior ou menor habilidade, considerando: experiência de vida, domínio das mídias sociais, afinidade com o assunto e suas expectativas em relação ao projeto. Na média, o alinhamento é muito bom.

O envolvimento da turma acontece naturalmente, pois todos são profissionais maduros, apesar das diferenças de idades e formações (temos até um veterinário na turma). Nessa hora vale também a reputação individual. Além do domínio de suas atribuições, ciência dos prazos, eles têm um nome a zelar. Um bom exemplo (entre tantos conosco) é o nosso querido Fugita, o primeiro a entrar na empresa e que, além da integridade como pessoa, traduz o profissional de mão cheia que é.

Outro ponto importante é o fato da turma ser comandada por líderes inspiradores como Edney Souza e Alexandre Inagaki, ambos com larga experiência em mídias sociais e de tratamento respeitoso. Nosso dia-a-dia é um aprendizado constante.

SPYER – A pessoa que entrega “nas coxas” é demitida?

R – Lidamos com pessoas, antes de tudo. Temos que entendê-las. Estimulamos o erro criativo: aquele que não deve ser feito mais que uma ou duas vezes. Se o limite é extrapolado, conversar mais a fundo é prioridade. No sentido de evitar tudo isso, temos os seguintes procedimentos:

  • Critério rigoroso de seleção e contratação feito pela gerente de RH do Grupo RMA, o que não é um trabalho trivial, pois as regras de perfís são muito diferentes do mundo corporativo tradicional;
  • Treinamento constante individual ou em grupo;
  • Acompanhamento próximo das tarefas por gerentes e diretores, com reuniões de acompanhamento semanais, entre outras iniciativas.

SPYER – O que garante, então, que o ambiente de trabalho não se torne um espaço político, onde as pessoas privilegiam cultivar relacionamentos a produzir?

R – Cultivar relacionamentos faz parte do jogo e estimulamos isso aqui na polvora!. As pessoas trabalham de forma concentrada, seja para atualizar seus blogs (temos mais de 30 só na casa), “twittar”, “blipar”, seja para desenvolver as tarefas mencionadas na questão “1”.

A avaliação do grau de produtividade está relacionada, conforme afirmei, aos controles internos e reputação (orgulho em fazer bem feito).

Agora, um ingrediente especial do ambiente daqui é que quando o negócio aperta, todos pedem ajuda e todos se ajudam. Afirmo com convicção: querer bem uns aos outros não tem regra e nem preço.