perguntas que não devem ficar sem respostas

28 06 2008

Na semana passada eu realizei mais um workshop para um grupo multidisciplinar de executivos. Como em todos os eventos, novos questionamentos surgiram na direção da credibilidade da mídia social. Vale destacar algumas dúvidas e compartilhar com você, no intuito de receber mais feedbacks. Aguardo.

Vivemos num mundo B2B e B2C, por que devemos pensar no mundo P2P?

Ué?! Será que também não somos P (pessoas)? Então já estamos no mundo P2P só que alguns ainda não se conscientizaram disso. Na verdade, não precisamos freneticamente pensar em P2P, mas conversar com produtos, prédios e números não faz muito sentido para nenhum ser humano. Agora…enquanto o mundo corporativo pensa somente em empurrar informações para tentar vender para outros que desejam conversar, provavelmente vai dar ruído na comunicação.

Quer dizer que precisamos influenciar blogueiros para conversar?

Sem dúvida que os blogueiros ganharam notoriedade, mas nem todos os participantes da mídia social são blogueiros. Existem outros hubs em redes sociais e pessoas que basicamente comentam sem sequer participar do MSN, Orkut, LinkedIn, etc. O desafio é entender a cultura do mundo da mídia social antes de dialogar. Tudo deve ser feito com muita transparência e de forma legítima para se evitar alguns casos polêmicos que chamaram a atenção negativamente nos últimos tempos. Ou seja, se não for assim, melhor nem começar.

Quer dizer que se tivermos algo bom para vendermos podemos tentar?

Não! Quero dizer que antes da ferramenta existe uma cultura diferente daquela que o mundo corporativo está acostumado. Não tente participar da mídia social somente de corpo. A alma deve estar preparada. Troque:

  • “vender” por “atrair”
  • “fidelizar” por “engajar”
  • “empurrar” por “conversar”
  • “mandar” por “colaborar”

Aí quem sabe, alguma coisa boa pode resultar dessa iniciativa.