conheça Gabriel Naressi, o famoso blogueiro de 12 anos

23 01 2009

gabriel-naressi

Qual é a idade ideal para uma pessoa começar a blogar? Não existe um padrão. Quem prova isso é Gabriel Naressi, um garoto de 12 anos, estudante do 8o. ano do ensino fundamental. Nascido em São José dos Campos, interior de São Paulo, Naressi leva uma vida normal. Estuda pela manhã, se diverte como qualquer garoto na sua faixa etária, faz as tarefas da escola e reserva um tempo para blogar. Não costuma assinar feeds. Entra nos blogs que mais gosta e começa a pesquisar tudo o que aparece de interessante. Como resultado de toda essa dedicação, ele ganhou a notoriedade dos marmanjos da blogosfera e o respeito de quem leva isso muito a sério. Posts? No mínimo um por dia.

Me lembro dos meus 12 anos. Não tinha nem metade da cabeça do Gabriel. Ele tem olhar atento, analisa os detalhes das perguntas e se esmera na qualidade das respostas: curtas e objetivas. Ajuda o fato de ele ser estudioso, se interessar por leitura e, coisa rara da idade, gostar de estar atualizado com as notícias. Conheça um pouco mais de sua vida na entrevista realizada pelo Social Media Club, durante a Campus Party 2009.

Quando você começou a blogar e por que?

GN – Comecei a blogar em maio de 2008, usando WordPress. Eu entrava na internet e lia muitos blogs porque eu achava interessante. Usava um computador da família. Antes jogava videogame, andava de bicicleta e jogava futebol, mas eu sentia que faltava alguma coisa que eu gostava. E aí eu descobri que eu gostava mesmo de blogar. Foi assim que eu criei o blog mundotosco.

Me fale sobre suas influências na web.

GN- Lia blogs de entretenimento, notícias, futebol, humor, tecnologia e outros. Tem várias coisas e é difícil listar tudo. Gosto de humor e meu blog não poderia seguir outra linha: piadas, tirinhas, flashes – vídeos, entretenimento, coisas interessantes, curiosidades, notícias. É mais ou menos isso.

Qual é o perfil de seu público?

GN – O meu público é jovem na maioria. Diariamente eu recebo, em média, 150 visitas. E continua crescendo muito rápido. Eu divulgo para todo mundo. Por exemplo, na Campus Party 2009, eu venho e distribuo cartão de visita, bottom e chaveiro (com o logotipo do “tosquinho”). Participo de vários encontros de blogueiros: Intercon, BlogCamp…Meu irmão me dá uma forcinha em vários aspectos, inclusive com adsense e toda a infra-estrutura de hospedagem.

Aonde você buscou suas referências para se inspirar?

GN – Foram muitas. Entre elas eu destaco: Interney, bobagento, Ah! tri ne! e brogui.com.

Você disse que faltava alguma coisa na sua vida. Qual é o prazer em blogar?

GN – Me expressar pelo blog, ter meus leitores e participar da blogosfera.

Como você se vê daqui a seis anos?

GN – Não sei ainda que profissão eu vou seguir, mas eu sei que quero continuar com o meu blog. Quem sabe um dia virar problogger, aquela pessoa que trabalha com blog e segue sua profissão normal paralelamente.

Qual o conselho que você dá para as empresas que não acreditam nos blogs e nas demais mídias sociais?

GN – Os blogs vão crescer e ganharão tanta importância que serão maiores que as mídias de massa tradicionais. Mas quando eles (empresários) perceberem, este mercado estará muito grande.

Veja outras entrevistas com Gabriel Naressi:

Cocadaboa

GF Soluções

Link





entrevista com o fundador do Social Media Club South Florida

19 01 2009

alexdecarvalho

Alexandre de Carvalho (@alexdc) é um quarentão que descobriu as mídias sociais aos 36 anos, quando fez seu primeiro perfil no friendster, ainda residente na França. Pouco tempo depois mudou-se para Miami (EUA) e mergulhou fundo em seus estudos nas mídias sociais. Tanto que hoje é co-fundador da StartPR e um dos “catalysts” da adhocnium, uma agência especializada em mídias sociais recém-criada pelos mais renomados profissionais desse mercado:

* Chris Heuer * Adriana Lukas * J.D. Lasica * Tom Foremski * Adrian Chan * Brian Solis * Neville Hobson * David Parmet * Alex de Carvalho * Ayelet Noff * Shel Holtz * B.L. Ochman * Ronna Porter

Filho de pai brasileiro e mãe finlandesa, @alexdc tem sotaque de gringo poliglota (inglês, português, francês e espanhol) porque sempre viveu fora do país. Estudou na França, onde fez MBA em Insead e atualmente leciona social media na University of Miami School of Communication. No último sábado, 17.01.09, @alexdc visitou a polvora e conversou comigo, Edney Souza e Jair Tavares. Como o papo foi longo, cerca de quatro horas, não pude resistir ao meu DNA de jornalista para fazer uma entrevista.

@msoma – Qual foi o seu aprendizado com as redes sociais a essa altura da vida?

@alexdc – Primeiro é importante dizer que não foi fácil. No passado, fui consultor de estratégias e comunicação de grandes empresas como Air France, Le Parisien, the Government of Mexico, British Airways, Repsol, VISA, Saint-Gobain, Publicis, General Motors e Nortel Networks. O ponto mais interessante quando entramos nas redes sociais da internet, depois de viver um bom tempo no mundo tradicional, é a reflexão, o “diálogo interno”, que é necessário para construirmos uma imagem legítima perante os outros. Temos que reaprender tudo. Ainda mais porque eu comecei minha vida profissional na publicidade, onde se acostuma falar somente coisas boas sobre os clientes e… sabemos que a vida real não é bem assim.

@msoma – Eu costumo brincar que “quebramos pratos na cabeça”…

@alexdc – Existe uma forte quebra de paradigma, onde a autenticidade é parte da solução de um problema. E aí a profundidade da mídia social depende de sua experiência.

@msoma – E o quanto você foi fundo em mídias sociais?

@alexdc – Hoje eu fomento as comunidades de novas mídias e tecnologia no Sul da Flórida. Fui o fundador do Social Media Club South Florida, e promovo o BarCamp Miami, além de ser um dos organizadores do RefreshMiami, uma rede de profissionais que trabalham com novas mídias. Nos últimos três anos eu tenho assessorado empresas startup a desenvolver novos negócios, criar parcerias e encontrar talentos.

@msoma – O que faz a sua empresa StartPR?

@alexdc – Nós fazemos a gestão da reputação online, blogger relations e brand monitoring. A StartPR ajuda as empresas a estabelecer conversas e a buscar o engajamento com pessoas que estão falando sobre o negócio, seus produtos e serviços.

@msoma – Qual o grau de maturidade do serviço de PR 2.0 nos EUA?

@alexdc – O PR 2.0 está em ascensão. Não falo só em termos de blogger relations, mas social media relations de uma forma mais ampla. Outra tendência a destacar é o conceito de social media release, que você mostrou em seu material. Tenho me envolvido em projetos de empresas que buscam desenvolver o conceito de community managers, onde pessoas legítimas promovem o contato entre o produto e a empresa, sem coisas fakes. Esse é o melhor caminho para um bom relacionamento. As empresas ainda têm que entender o real sentido das plataformas social media, entender melhor a cultura e ética para o engajamento de comunidades, tanto internas quanto externas, e para buscar otimizações no desenvolvimento de produtos e processos de negócios.

@msoma – Você falou a respeito da maturidade. Qual seria um conteúdo programático básico de um curso para uma empresa se inserir no tema “mídia social”?

@alexdc – Seria algo na seguinte linha:

Aula 1 – online identity and expression (teoria e prática) – como criar sua identidade e se comunicar na internet.

Aula 2 – community engagement – como formar comunidades e desenvolver engajamento.

Aula 3 – brand building and citizen journalism (teoria e casos reais) – como migrar de brochureware para mídia social e ter uma atitude diferente. Dar um “shift” na forma de pensar a agir.





respostas aos questionamentos do Spyer

20 09 2008

Em nossas últimas reuniões, testemunhei, de Juliano Spyer, sorrisos largos, piadas sarcásticas (em cima de cada fato comentado nas conversas) e um papo inteligente, fora da curva. Recentemente ele visitou a polvora! e fez um post. Obviamente, mostrou que sempre anda com sua antena ligada. Observou tudo: as pessoas, a forma de trabalho e o clima. Jogou alguns questionamentos “no ar”, solicitando respostas aos seguintes assuntos:

SPYER – Eu queria entender melhor o que é uma tarefa na polvora!, como ela é descrita e como os gerentes garantem que suas equipes se envolvam e dêem o melhor de si e não façam o trabalho apressadamente.

R – Existem vários tipos de tarefas na polvora! (depois do planejamento estratégico, etc). As principais se dividem em mapeamento/entendimento dos hubs, produção de conteúdo e relacionamentos.

Para obter das pessoas o envolvimento pleno e de qualidade, estudamos bem os perfis dos analistas de mídias sociais, procurando entender quais tarefas desempenham com maior ou menor habilidade, considerando: experiência de vida, domínio das mídias sociais, afinidade com o assunto e suas expectativas em relação ao projeto. Na média, o alinhamento é muito bom.

O envolvimento da turma acontece naturalmente, pois todos são profissionais maduros, apesar das diferenças de idades e formações (temos até um veterinário na turma). Nessa hora vale também a reputação individual. Além do domínio de suas atribuições, ciência dos prazos, eles têm um nome a zelar. Um bom exemplo (entre tantos conosco) é o nosso querido Fugita, o primeiro a entrar na empresa e que, além da integridade como pessoa, traduz o profissional de mão cheia que é.

Outro ponto importante é o fato da turma ser comandada por líderes inspiradores como Edney Souza e Alexandre Inagaki, ambos com larga experiência em mídias sociais e de tratamento respeitoso. Nosso dia-a-dia é um aprendizado constante.

SPYER – A pessoa que entrega “nas coxas” é demitida?

R – Lidamos com pessoas, antes de tudo. Temos que entendê-las. Estimulamos o erro criativo: aquele que não deve ser feito mais que uma ou duas vezes. Se o limite é extrapolado, conversar mais a fundo é prioridade. No sentido de evitar tudo isso, temos os seguintes procedimentos:

  • Critério rigoroso de seleção e contratação feito pela gerente de RH do Grupo RMA, o que não é um trabalho trivial, pois as regras de perfís são muito diferentes do mundo corporativo tradicional;
  • Treinamento constante individual ou em grupo;
  • Acompanhamento próximo das tarefas por gerentes e diretores, com reuniões de acompanhamento semanais, entre outras iniciativas.

SPYER – O que garante, então, que o ambiente de trabalho não se torne um espaço político, onde as pessoas privilegiam cultivar relacionamentos a produzir?

R – Cultivar relacionamentos faz parte do jogo e estimulamos isso aqui na polvora!. As pessoas trabalham de forma concentrada, seja para atualizar seus blogs (temos mais de 30 só na casa), “twittar”, “blipar”, seja para desenvolver as tarefas mencionadas na questão “1”.

A avaliação do grau de produtividade está relacionada, conforme afirmei, aos controles internos e reputação (orgulho em fazer bem feito).

Agora, um ingrediente especial do ambiente daqui é que quando o negócio aperta, todos pedem ajuda e todos se ajudam. Afirmo com convicção: querer bem uns aos outros não tem regra e nem preço.