what is your social intent?

1 02 2010




o comportamento da “iGeração”

25 01 2010

Larry Rosen, professor de psicologia na Universidade Estadual da Califórnia (Cal State), autor do livro Rewired: Understanding the iGeneration and the Way They Learn, constatou que “jovens entre 16 e 18 anos realizam sete tarefas, em média, em seu tempo livre – como escrever mensagens de texto pelo telefone, enviar mensagens instantâneas e verificar o Facebook, enquanto estão sentados diante de uma televisão. As pessoas com pouco mais de 20 anos só conseguem realizar seis, e os que têm mais de 30, cerca de cinco e meia”.

As aspas são de Brad Stone, repórter especializado em tecnologia do The New York Times, autor do artigo “Filhos do ciberespaço: velhos aos 20 anos”, que me inspirou a escrever este post.

Rosen classificou de “geração Net”, aquela nascida nos anos 80 e, “iGeração”, a dos anos 90 e 00. Independentemente do neologismo do psicólogo, Brad Stone do NYT, destacou um ponto em seu artigo bem interessante aos negócios: “Isso lhes dará potencial para serem mais criativos que as gerações mais velhas – e talvez torná-los um alvo mais difícil para os marqueteiros da indústria”.

Outro relato interessante no artigo de Stone foi coletado de Mizuko Ito, antropóloga cultural e pesquisadora assistente do Instituto de Pesquisa em Ciências Humanas da Universidade da Califórnia. Segundo ela, o boom dos mundos virtuais voltados para crianças e jogos online, como Club Penguin e Moshi Monsters levam as crianças a terem menos distinção entre seus amigos online e os “humanos”. Como consequência, a socialização virtual poderá proporcionar tanta satisfação quanto uma confraternização nas noites de sexta-feira. “E elas provavelmente participarão mais ativamente de seus próprios entretenimentos, clicando o teclado em vez de se recostar no sofá”, explica Ito.

Ao ler o artigo, caiu a ficha de que já vivenciamos tudo isso. As crianças e jovens, quando visitam a minha família, já chegam com seus netbooks/games na mochila. Perguntam se tenho wi-fi. Eles somem no meio das conversas dos adultos e quando os procuramos, ou estão isolados, concentrados em algum site, blog, comunidade…, ou ensinando uns aos outros os truques para conseguir fazer “mais” com “menos” ou “mais rápido”.

Como se diz no mundo corporativo, estamos “trocando as turbinas da aeronave em pleno vôo”. Não temos como parar o relógio da vida e tomarmos aulas a respeito dos novos procedimentos. Tenho o papel de acompanhar toda essa evolução da sociedade. E o seu não será diferente.

Certa vez, ao participar de um painel com professores e estudantes da PUC-SP, afirmei que os jovens mais digitais se comunicavam melhor na forma escrita do que verbal. E essa foi uma das constatações de Rosen: “A iGeração passa muito mais tempo escrevendo que ao telefone, presta menos atenção à televisão que o grupo mais velho e tende a se comunicar mais em redes de mensagens instantâneas.”

Na sequência veio o questionamento do aluno da PUC:  “mas como você faz para conviver com este tipo de comportamento nas suas empresas, e, ao mesmo tempo, ajudar os jovens?” Respondi, olhando fixo em seus olhos, que a situação diz mais respeito às atitudes das pessoas em observar, detectar comportamentos e ter a atitude de ajudar (mentoring), pois enquanto alguns consideram normal fazer tudo online, num ambiente de trabalho ou mesmo familiar, é imprescíndivel que aja interação pessoal, expressão de idéias diretamente e a dos sentimentos, de forma moderada.

No meu caso, me preocupo menos em estar atualizado com todas as tecnologias e me concentro mais no ser humano. Sinto que é uma das coisas mais difíceis que já fiz na minha vida profissional. E na visão de Stone, paira uma tremenda dúvida: “Essa versatildade é fantástica quando estão matando o tempo, mas será que uma geração mais nova conseguirá se concentrar na escola e trabalhar como os mais velhos?

São pontos polêmicos e gostaria de conhecer a sua opinião.





teoria, prática ou atitude: qual é o seu estágio de maturidade?

28 07 2009

slide ppt grupo rma treinamento

“Após três intensos anos de workshops e oficinas em mídias sociais, em que estágio você está? Teoria, Prática ou Atitude?” Esta foi a pergunta que eu fiz na introdução do módulo “Entrando em Campo” da Academia 2.0, realizado há três semanas no Grupo RMA.

Desde o início, a missão de mergulhar no mundo da mídia social não foi fácil. Digo sem medo de errar que a referência abundante e os conceitos bem diferentes, tanto culturais quanto conceituais, tornaram o trabalho de quebrar paradigmas bem árduo. O lado gratificante foi o de compartilhar estruturadamente o conhecimento adquirido com os demais interessados, em contatos pessoais ou via web, e trocar conhecimentos de maneira aberta.

Somente neste último workshop me dei conta que nos últimos 30 meses foram desenvolvidos 24 módulos, uma carga superior a 80 horas de dedicação em educação e cultura para mídia social. Percorrido todo esse caminho eu resumiria como essencial aprendizado os 5P’s de Lon Safko registrados na Fast Company: perfil bem feito nos canais sociais; produção de conteúdo com valor; propagação adequada dos conteúdos; promoção do diálogo e progressão de tudo isso. É algo simples, direto e básico, mas bem interpretados e estudados, direcionam qualquer indivíduo para o mundo da mídia social. Seguido os preceitos, basta ter atitude para estar inserido, cá entre nós, a parte mais difícil .






um NOB, um twitterlunch e uma matéria na Época

17 04 2009

Eu praticamente fiz um refresh” do post sobre o #NOBCriciuma. Qual a relevância disso? Se você leu este post, perceberá que tive o trabalho de levantar quem realmente fez o seu twitter no evento e como esse tema está relacionado à capa da revista Época, publicada em 14 de março. Vale a pena, principalmente porque deu para perceber que a turma de Criciúma continuou o movimento.





como formar uma comunidade na web a partir de um #NOB

23 02 2009




os intérpretes do mundo corporativo e das mídias sociais

10 12 2008

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Nas últimas semanas a polvora! ganhou destaque no SBT (SBT Realidade) e na Globo (Jornal da Globo). Pensei comigo: “o que faz a mídia tradicional dar valor para as mídias sociais nessa intensidade?” Olhei o volume de Social Media Workshops e Trainings que fazemos. Nos cursos e eventos que participamos, além das aulas, a convite de gentís professores visionários que nos convocam. Recebemos, em média, dois convites para eventos por semana. Não é nada remunerado, pois sabemos de nosso papel de evangelizadores de mercado.

Semana passada estive em Joinville (SC). Tomei café da manhã com um admirável executivo que, de forma espontânea, destacou a importância de quem se “converteu” do mundo corporativo para o das mídias sociais. Ele usou os termos “tradutor” e “intérprete” entre os dois mundos para explicar nossa missão (polvora!) nesse mercado. Inevitavelmente, voltei no calendário e lembrei da época que eu falava das mídias sociais com entusiasmo e era visto como um louco. De louco para intérprete parece ser uma boa evolução, não na minha visão, mas do mundo.

Os evangelizadores e intérpretes se multiplicaram nos últimos tempos e chegaram às mídias, com assertividade e consistência. Tá explicado, então, porque esse mundo maravilhoso ganhou a atenção das mídias tradicionais.





pensamentos e atitudes solidárias: do tradicional para a mídia social

6 12 2008

sejasolidario4“O que os olhos não vêem o coração não sente”. Hoje é praticamente impossível a informação relevante, emocionante, solidária, deixar de chegar até nós. Podemos escolher se é pelo meio tradicional (rádio, TV, jornal, revista…) ou pelas mídias sociais (flckr, youtube, twitter, blogs…). O fato é que as atitudes e pensamentos mudaram de forma significativa.

Até pouco tempo, doar era uma opção bonita, para raras pessoas, do ponto de vista da sociedade. Mas a colaboração na internet derrubou algumas barreiras de visão, cultura e expressão, invadiu a mídia tradicional e as duas juntas formaram uma pororoca sem fim. É difícil algo passar impune. Deixar de doar ficou estranho.

A diversidade na forma de doar passou a ser mais discutida. Eu mesmo cresci com a pontual, muito acentuada no final do ano com o “espírito natalino”. Depois parti para uma sustentável, onde cozinhava todos os finais de semana numa creche para crianças na periferia de Uberaba – MG. Hoje faço parte de uma comunidade japonesa e atendo como voluntário, mensalmente.kits-seja-solidario

No ano passado, a RMA Comunicação ajudou de forma estruturada o Centro de Assistência Social do Jardim Peri. Em nome de cada cliente, doamos um kit de final de ano, preparado sob medida (roupas, alimentos, brinquedos…) para as crianças, que escrevem e desenham livremente as suas mensagens de agradecimento. Neste ano, estendemos a ação para o nosso network por meio da polvora!. Aumentamos de 50 para 100 o número de crianças beneficiadas. Dessa vez foi possível gravar os testemunhos das pessoas, mostrando um pouco mais do belo trabalho desenvolvido naquele bairro.

É claro que novos e próximos passos dependem do resultado da colaboração, do engajamento das pessoas participantes. Faça parte dessa rede e doe o seu tempo, a sua intenção, a sua atenção… Veja aqui.

Até agora, blogs como o Querido Leitor, o Pensar Enlouquece, o Interney, o Dupla Vista, AsnoVolante, o Pastéis de Vento e o blog da Liliane Ferrari. Visite os links e veja histórias bem bacanas de solidariedade.





você sabe o que é social branding?

22 11 2008




a experiência do médico que descobriu as mídias sociais aos 65 anos

9 11 2008

No mundo corporativo existe um termo que será usado como refrão nesses tempos de crise: Qual é o retorno do investimento (ROI) deste projeto? Não estranhe se o mesmo questionamento for aplicado 10x mais nos projetos de mídias sociais.

O ponto é que nos projetos de mídias sociais, o termo correto é Return On Engagement (ROE), isto porque os efeitos costumam não ter começo – meio – fim, como nos projetos tradicionais de comunicação. Ele perpetua. O “bilhete premiado” é único, mas depende do seu dono fazer bom uso dele.

Nas campanhas em mídias tradicionais, as pessoas são bombardeadas de novidades e serão mensuradas pelo poder e ato de consumo. Nas campanhas em mídias sociais – idôneas -, as mesmas pessoas são atraídas e terão opinião própria mesmo antes do ato de consumo, pois buscarão referências na percepção de outras pessoas. Na verdade, elas conversarão entre si, apesar da falta de intimidade – naquele momento. Unidas por um forte interesse terão ainda mais motivos para influenciar na decisão de milhares de outros interessados num mesmo assunto.

E qual é a grande descoberta de tudo isso? As pessoas compartilham interesses mas, ao mesmo tempo, fazem uso das mídias sociais na frequência, volume e formato que bem entenderem, o que já não seria possível nas mídias tradicionais.

pic_perfil_diamante1Veja o exemplo do Dr. Leonardo Diamante, 65 anos, médico paulistano que foi atraído pelo mundo das mídias sociais e personaliza um caso de sucesso atípico nos dias de hoje. Sua forma espontânea e engajada de falar do assunto mereceu destaque no ” Circuito integrado”, blog do Informática da Folha Online.

Em entrevista ao Social Media Club, Dr. Diamante explica o seu fascínio pelo tema e experiências vividas recentemente.

Quando surgiu o interesse por mídias socais?
LD – O interesse pelas mídias sociais acho que sempre existiu, porém foi incrementado com a minha chegada na Intersystems, quando juntamos a fome com a vontade de comer. Eles estão precisando de um trabalho que tenho muita facilidade para desenvolver, porém com opiniões próprias e às vezes contundentes. Tenho uma preocupação constante de transmitir credibilidade nas informações o que não é a regra na área da saúde na Web.

Qual a sua visão sobre a importância desse tema para os dias de hoje, especialmente no mundo corporativo?
LD – Acho que nenhuma grande corporação vai ter uma boa postura em todos os aspectos se ela não levar em consideração a comunidade em que ela atua, qualquer que seja ela, e procurando juntar todos os seus pedaços, que me parece é o grande segredo, principalmente pela carência na área da saúde. Tenho minhas dúvidas se este processo não é suficiente caro para desestimular os nossos empresários. Espero que não. Consigo vislumbrar este movimento como aquele que vivemos tempos atrás com a comunidade dos radioamadores. Não sei se você pegou esaa época, mas vejo muitas semelhanças, tanto que alguns radioamadores estão procurando novas posições que na verdade são as mídias sociais. Temo que a Web seja um local onde as pessoas podem se esconder ou se manifestar de forma incógnita, criando problemas e daí a falta de credibilidade. As corporações precisam se convencer de que este movimento é irreversível e não podem entender como despesa e sim investimento de recursos, pois seguramente terão retorno expressivo.

Como surgiu a idéia de criar o blog “Controvérsias, Dúvidas e Bobagens”?
LD
– O blog surgiu espontaneamente, como uma necessidade de entender esta coisa toda e exercitar a escrita, a linguagem, etc… e surpreendentemente descobri um lugar excelente para escrever tudo o que penso (ou quase tudo). Todas as minhas dificuldades iniciais estão sendo atendidas pelas meninas da Intersystems e vocês todos, que têm me ajudado e estimulado bastante

Quais foram suas principais experiências de aprendizado com tudo isso?
LD
– Esta resposta já envolve alguma complexidade e acho um pouco cedo para responder, mas de uma forma geral diria que a possibilidade de tirar as coisas da cabeça para por no papel de uma forma simples, rápida e eficiente é espetacular. Tenho também a sensação de que as pessoas estão sedentas por informações. E o que eu ainda não vejo claramente é quem são as pessoas (camada social) que vão mais se beneficiar com este projeto.

O que o Sr. recomenda para aqueles que desejam entrar nesse mundo, mas têm receio em começar?
LD
– A pessoas não podem ter medo de viver e de expressar suas opiniões, a escrita passa a ser apenas uma consequência natural. Acho que devemos saber “o que” e “porque” queremos. Evidente que tem que haver um mínimo de aptidão para escrever.

A minha conclusão: vivemos num mundo que tem como referência o ROI em vendas imediatas. E qual é o valor das pessoas que se engajam num tema em profundidade como o Dr. Diamante? Como medir tudo isso? Certamente ele continuará conversando com muitas pessoas. Quantas serão? Qual será o seu grau de influência na opinião de outras pessoas? Talvez um dia, ao participar de um painel de debates, alguma empresa olhe para o Dr. Diamante e diga: “nossa, esse Sr. construiu uma reputação incrível para estar neste evento! Como será que isso aconteceu?”