Social Currency 2012 é fantástico!

8 12 2012




um bom cenário das mídias sociais nas empresas

19 06 2010

As 302 companhias respondentes à pesquisa “Mídias sociais nas empresas”, realizada pela Deloitte Touche Tohmatsu, trouxeram um cenário bem aderente ao que tenho observado e vivido em projetos pelo mercado. E por esta razão, eu pincei algumas informações muito relevantes para entender o momento das mídias sociais no Brasil.

Serviços, varejo, bens de consumo, transporte, tecnologia, mídia e telecomunicações respondem por 77% das empresas que utilizam e/ou monitoram mídiais sociais, fato indiscutível se analisarmos as campanhas que mais ganharam notoriedade nos últimos anos.

Um dos pontos interessantes da pesquisa foi a geração de um ranking das iniciativas das empresas em mídias sociais:

  1. Ações de marketing e divulgação de produtos o serviços (83%)
  2. Monitoramento da marca ou mercado (71%)
  3. Vendas ou captura de oportunidades (46%)
  4. Suporte ao cliente, fornecedores ou parceiros de negócio (43%)
  5. Gestão do conhecimento (40%)
  6. Identificação de talentos para contratação (25%)
  7. Integração interna ou suporte a equipes (23%)
  8. Desenvolvimento de produtos ou inovação por meio de colaboração (17%)
  9. Outros (9%)

“Se isolarmos as empresas que usam mídias sociais ativamente e, ao mesmo tempo, não monitoram a rede, nota-se que 29% delas se encaixam nesta situação. Isto é uma forte evidência de que as empresas podem ter adotado as mídiais sociais seguindo a moda ou sem se preocupar com as informações provenientes do mercado”, conclui a pesquisa.

E por que as empresas monitoram as mídias sociais?

  1. Busca por um ou mais benefícios prometidos [pelas mídias sociais] (54%)
  2. Repercussão dada pela imprensa e nas próprias mídias sociais sobre o tema (35%)
  3. Reclamações sobre a empresa feitas por clientes nas mídias sociais (8%)
  4. Uso por concorrentes (4%)

Qual o objetivo ao utilizarem as mídias sociais? [top 10]

  1. Aumentar a reputação da marca (85%)
  2. Gerar mais marketing boca-a-boca (82%)
  3. Criar vantagem competitiva (59%)
  4. Aumentar a fidelidade do cliente (57%)
  5. Aumentar as vendas (55%)
  6. Inovar o modelo de negócios (53%)
  7. Trazer idéias de fora da empresa (50%)
  8. Melhorar o relacionamento com parceiros de negócios (43%)
  9. Potencializar o sucesso de novos produtos (41%)
  10. Melhorar a qualidade do suporte ao cliente (38%)

Como as empresas mensuram as iniciativas de mídias sociais? [top 10]

  1. Número de usuários, usuários ativos, visitantes ou visitantes recorrentes (71%)
  2. Visualização de páginas (63%)
  3. Frequência de visitas (59%)
  4. Tempo de permanência no site (52%)
  5. Taxa de crescimento de usuários (49%)
  6. Número de pessoas que enviam e-mail ou mensagens (48%)
  7. Frequência de postagens (45%)
  8. Citações ou links em outros sites (41%)
  9. Aumento de número de buscas por sua empresa (40%)
  10. Número de pessoas que recomendam sua empresa (32%)

Mas se as mídias sociais parecem ser a bola da vez, por que as empresas impedem o sucesso de seu uso? [top 10]

  1. Falta de tempo para gerenciar mídias sociais ou comunidades (49%)
  2. Dificuldade para fazer com que as pessoas participem (38%)
  3. Falta de conhecimento em gestão de mídias sociais (31%)
  4. Dificuldade para fazer com que as pessoas continuem usando e se relacionando (25%)
  5. Dificuldade para atrair usuários (24%)
  6. Dificuldade para encontrar pessoas com perfil e qualificadas para tocar as iniciativas (24%)
  7. Obtenção de dinheiro para continuar investindo em melhorias (23%)
  8. Relutância dos gestores em compartilhar informação (21%)
  9. Falta de compromentimento da alta liderança da empresa (14%)
  10. Não aplicável (12%)

Foi realmente gratificante ver a blocagem dos temas de forma tão organizada, porém o mercado mostra-se bastante volátil ainda e, certamente, os resultados sofrerão alterações, à medida que a maturidade fincar sua bandeira nas empresas.





saúde conectada amplia os horizontes

1 10 2009

foto pacienteinformado2

[O primeiro Paciente Informado foi realizado dia 19 de maio de 2009 em São Paulo]

Em maio deste ano organizei, juntamente com a minha equipe, o evento Paciente Informado pautado pela tese de mestrado – que leva o mesmo nome – da pesquisadora da Fiocruz, a doutoranda Helena Beatriz da Rocha Garbin. Em agosto eu participei, em companhia de médicos e representantes da entidade de classe, de uma discussão com a FENAM (Federação Nacional dos Médicos) sobre o tema “Certificação Médica” para sites e blogs de saúde.

Pois bem, agora em outubro completo um ano de inserção no segmento médico na web. Desde o início da minha jornada, eu tinha bem clara uma integração lógica e natural de todo o Sistema de Saúde: Público, Privado e Suplementar. Lógica esta traduzida num engano meu ao estudar com mais profundidade os conflitos de DNA de cada “ser” do setor da Saúde.

Ao longo desses 12 meses, convivendo com médicos, pacientes, pesquisadores, professores, gestores, jornalistas, blogueiros e empresários, enxerguei uma luz no final do túnel para esse paradigma, que realmente fosse capaz de transformar os três sistemas em pessoas, representantes legítimos. Melhor ainda, proporcionar o diálogo entre diferentes DNAs, mixando experts e leigos, sem crachás.

No dia 8 de outubro, das 14hs às 16hs, todo esse esforço será colocado à prova durante o evento Paciente Informado, em Salvador. Para a minha surpresa, confirmaram presença os representantes da FENAM, ABO-BA, blogueiros, jornalistas, médicos, odontologistas e empresários, debatedores em torno dos seguintes temas:

  • Paciente Informado – como a Internet pode ajudar ou prejudicar pacientes e profissionais a se informar sobre saúde.
  • Médico Informado – quais são os recursos disponíveis para tornar o médico melhor informado sobre seus pacientes.
  • Certificação Médica – como identificar o médico na web e passar a acompanhar a qualidade do conteúdo publicado.
  • Odontologista na web – como os profissionais do setor podem se adaptar aos tempos de web 2.0 na mesma linha dos médicos.

Você poderá acompanhar a discussão pelo twitter #saudeconectada. Participe! Alguns dos temas a serem debatidos foram amplamente pesquisados em uma reportagem de capa da revista Veja SP.

O que os médicos tem na cabeça

“Uma pesquisa com 1119 clínicos e cirurgiões que atendem em 21 hospitais públicos e privados da cidade.”

relacao-med05

ilustração: Veja SP




teoria, prática ou atitude: qual é o seu estágio de maturidade?

28 07 2009

slide ppt grupo rma treinamento

“Após três intensos anos de workshops e oficinas em mídias sociais, em que estágio você está? Teoria, Prática ou Atitude?” Esta foi a pergunta que eu fiz na introdução do módulo “Entrando em Campo” da Academia 2.0, realizado há três semanas no Grupo RMA.

Desde o início, a missão de mergulhar no mundo da mídia social não foi fácil. Digo sem medo de errar que a referência abundante e os conceitos bem diferentes, tanto culturais quanto conceituais, tornaram o trabalho de quebrar paradigmas bem árduo. O lado gratificante foi o de compartilhar estruturadamente o conhecimento adquirido com os demais interessados, em contatos pessoais ou via web, e trocar conhecimentos de maneira aberta.

Somente neste último workshop me dei conta que nos últimos 30 meses foram desenvolvidos 24 módulos, uma carga superior a 80 horas de dedicação em educação e cultura para mídia social. Percorrido todo esse caminho eu resumiria como essencial aprendizado os 5P’s de Lon Safko registrados na Fast Company: perfil bem feito nos canais sociais; produção de conteúdo com valor; propagação adequada dos conteúdos; promoção do diálogo e progressão de tudo isso. É algo simples, direto e básico, mas bem interpretados e estudados, direcionam qualquer indivíduo para o mundo da mídia social. Seguido os preceitos, basta ter atitude para estar inserido, cá entre nós, a parte mais difícil .





uso de canal social para comunicação interna corporativa

24 06 2009





um NOB, um twitterlunch e uma matéria na Época

17 04 2009

Eu praticamente fiz um refresh” do post sobre o #NOBCriciuma. Qual a relevância disso? Se você leu este post, perceberá que tive o trabalho de levantar quem realmente fez o seu twitter no evento e como esse tema está relacionado à capa da revista Época, publicada em 14 de março. Vale a pena, principalmente porque deu para perceber que a turma de Criciúma continuou o movimento.





mídia social amplia o horizonte para a carreira de RP

4 04 2009

comunidade-horizonte-rp

Foi por meio deste blog (social media club) e da comunidade “Relações Públicas” no Orkut (+ de 10 mil membros) que comecei a conversar com Pedro Souza Pinto, um jovem de 27 anos, graduado em Relações Públicas pela UFMG. Na semana passada, ele me enviou um convite para participar da comunidade recém-formada “Horizonte RP”, que promove trocas, diálogos, experiências, divulgações e interação entre profissionais e estudantes de Relações Públicas de Minas Gerais. Além de coordenar a comunidade, ele trabalha atualmente na Assessoria de Comunicação da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte e realiza projetos como freelancer na área de comunicação e mobilização social.

pedro-souza-pintoExemplo a ser seguido por outras pessoas, Pedro Souza Pinto comenta sua trajetória, visão e opiniões a respeito das mídias sociais e da profissão de relações públicas:

O interesse por mídias sociais

Sempre me interessei por tecnologia e tive uma certa curiosidade sobre as novidades na área. Desde quando começaram a surgir as ferramentas que permitiam a qualquer um criar seu site depois seu próprio blog, e assim por diante, eu buscava entender como funcionava. Mas creio que foi a partir do surgimento e expansão do Orkut no Brasil e toda a discussão que daí partiu, que passei a olhar as mídias sociais pelo viés mais crítico como profissional de comunicação. Desde então acompanho – ou pelo menos tento, dada a velocidade com que as coisas acontecem – o que surge de novo nessa área, bem como os estudos ou reportagens. Pra falar a verdade, já me cadastrei em tantos tipos de redes sociais na internet, apenas para ver como funcionavam, que já não sei mais de quantas faço parte.

Os projetos desenvolvidos pelo grupo de relações públicas

O grupo surgiu em meados de 2006 (oficialmente, em setembro de 2006) e realiza praticamente tudo pela internet. É um trabalho totalmente voluntário, por isso utilizamos essencialmente esse recurso, que não nos gera custos. Começamos com uma lista de discussão no yahoo, que ainda mantemos. Quando definimos melhor o que faríamos, criamos um site, e mais tarde uma newsletter, a “Panorama”, que era quinzenal e depois passou para mensal. Atualmente não a estamos publicando devido à nossa pouca disponibilidade para produzir material próprio, além de estarmos num momento de revisão de algumas ações. Ainda no começo, também realizávamos reuniões do grupo, às vezes em alguma faculdade, para atrair também alguns estudantes, e outras vezes em algum lugar onde pudéssemos planejar as ações. Com o tempo, porém, percebemos que esse formato de reunião era pouco atrativo e nos concentramos mais no trabalho virtual. Em seguida veio o blog e também a comunidade do Orkut. Além disso, acompanhando os blogs e listas de discussão de RP, descobrimos na Bahia uma iniciativa interessante, de uma aluna chamada Shade Andréa Cavalcante, que propunha um evento chamado “Café Com R e P”. A idéia era reunir profissionais e estudantes de Salvador para um bate-papo informal e descompromissado, apenas para que eles se conhecessem e trocassem idéias. Fizemos contato com ela e “importamos” a idéia, passando a realizar desde o final do ano passado um encontro bimestral, o “Café Horizonte RP”, com o mesmo formato (aliás a 3ª edição é nesta segunda, 30 de março).

Por fim, conhecemos o Ning e resolvemos investir nessa idéia, quando percebemos o potencial de criar uma relação mais próxima e menos mediada entre os nossos públicos. Acho que essa rede social consegue resumir da melhor forma o que queremos com o Horizonte RP, que é gerar entre os RPs mineiros esse encontro e essa troca de experiências.

alannacostasantosQuanto ao grupo, somos dois que administram diretamente as ferramentas. A outra pessoa é a Alanna Costa (foto), RP formada pela faculdade Fabrai (em 2006, quando começamos, ainda era estudante). Temos também um apoio mais direto de outro profissional, Wallace Ischaber (freelancer), que nos fornece o espaço em seu servidor e nas configurações gerais da web (endereços, e-mail etc). Há também outros colegas mais próximos que, apesar de não estarem responsáveis por alguma ferramenta ou função no grupo, são legitimadores que estão sempre presentes e participando do que propomos.

O grupo, como eu disse, é totalmente voluntário, e a nossa intenção é justamente que as pessoas participem de forma espontânea no que lhes for possível. Então é difícil separar extamente quem faz parte ou não do Horizonte RP, por isso fiz essa divisão mais operacional.

As experiências vividas

Do começo até hoje pudemos perceber que já começou a se estabelecer uma rede mais coesa de profissionais de RP aqui em BH. Também entretwitter-horizonterp os estudantes nos tornamos bastante conhecidos – talvez porque a rede dos estudantes seja mais próxima pelo próprio ambiente em que convivem e pela maior proximidade com as novas tecnologias. Alguns deles passaram a ter o nosso site e newsletter como uma fonte de informação (hoje, o blog e, esperamos, o Ning). Também passamos a buscar parcerias, e alguns cursos oferecidos pelo INAP (Instituto de Artes e Projetos, aqui em BH) dão desconto aos cadastrados no Horizonte RP (seja na nossa lista de discussão ou nosso mailing). Temos ainda um bom caminho ainda para chegar a criar uma referência de informação para as RP de Minas Gerais, como pretendemos, mas creio que estamos andando no ritmo certo para o que o grupo pode fazer.

O futuro das mídias sociais

Minha opinião sobre isso é mais um desejo do que uma previsão. Mas acredito que as mídias sociais devem caminhar para chegar a um momento de convergência, quando será ainda mais simples estar presente de forma permanente nessa vida social digitalizada. Digo “vida social digitalizada” também porque vejo as mídias sociais tornando-se uma extensão dos nossos relacionamentos, pessoais ou profissionais, no mundo real, com formas diferentes de explorá-los. Olhando ainda mais adiante, creio que aquela convergência as tornará uma parte normal de nossas vidas, integrando-as como uma forma de nos organizarmos e nos relacionarmos no cotidiano. Mas aí já estou me adiantando um pouco demais…

Bom, é isso aí. Abraço! Pedro.





métricas em mídias sociais

13 03 2009




como formar uma comunidade na web a partir de um #NOB

23 02 2009