um ano de expectativas e boas experiências

17 01 2010

31.12.2009, 6hs, no ponto mais alto de Poços de Caldas – MG

Em janeiro de 2009, durante a reunião de kick off do Grupo RMA, participei de um “ritual” interessante e muito conhecido por você, creio eu. Tive que mentalizar um desejo, escrevê-lo num papel e guardá-lo numa urna, torcendo, obviamente, para que ele fosse concretizado.

O que aconteceu de lá para cá, passados 12 meses? Sem dúvida, o tema “mídia social” preencheu 24 horas do meu dia, ainda mais com o desafio de, juntamente com a equipe, viabilizar a Polvora! num início de ano lembrado pela frase  “crise econômica global”. Vou registrar alguns aprendizados, marcantes no árduo período.

O MUNDO PLANO – Sim! É uma referência ao best seller de Thomas Friedman. Claro que eu não passei nem perto de rodar a quilometragem do autor, mas aprendi a olhar o meu mundo de uma forma mais ampla, com menos preconceito, livre, democrática, sem barreiras, onde o tema principal foi a mídia social. Conheci muitas pessoas em diversas regiões do Brasil. Muitas mesmo. Tive a oportunidade de ensinar e aprender de forma prazeirosa, curiosa e enriquecedora. Só tenho a agradecer a todos os meus contatos.

NOVOS HORIZONTES – Me refiro à minha experiência acadêmica e contatos com comunidades. Fiquei positivamente impressionado com o interesse dos alunos e professores no tema mídia social, ao longo de 2009 e, principalmente, como eles bem se organizam na web. Participei de forma atuante das aulas-convite. Ouvi com atenção às inteligentes intervenções dos colaboradores. Pelo lado corporativo, entender que a mídia social, tornou-se o eixo para profissionais com formação multidisciplinar foi excelente. Existe oportunidade para todos. Esse será o grande desafio para o RH nesse ambiente quadradinho e ainda pouco adaptado.

PROJETOS – Sem sombra de dúvida, a experiência com esse tema daria um livro. Quantos tombos e conquistas em tão pouco tempo…Aqui dá para listar algumas importantes dicas para a sua empresa minimizar riscos e buscar uma experiência positiva:

  1. Entenda a maturidade web do seu negócio: pessoas, infra, cultura, políticas de segurança, de informação, RH…
  2. Faça um diagnóstico, seja para campanhas, seja para gestão web em bases recorrentes, antes de dizer “OK”, no impulso, para qualquer iniciativa.
  3. Respeite sempre o que as pessoas querem conversar, considerando uma “estratégia de diálogo”.

Parece pouco, não? Mas na prática, posso afirmar que os três pontos representam a escolha entre construir a base de uma pirâmide de rochas ou de baralho, dependendo de como elas forem concebidas.

DIÁLOGO X CONTEÚDO – Foi realmente um ano curioso. Conheci pessoas que estavam há muito tempo inseridas na mídia social, mas de repente sumiram. Outros seguiram o caminho da notoriedade com sucesso. Pela porta do encantamento dos canais sociais a maioria seguiu, também pudera, são maravilhosos mesmo. Mas foram raras as pessoas que descobriram a mídia social, na minha visão, que conseguiram entender a essência da relação diálogo X conteúdo. Acredito que 2010 seja o ano para esse tema amadurecer com velocidade no meio corporativo.

TRADICIONAL X SOCIAL – Não esperava acompanhar as duas mídias criando sinergia tão rápido, gerando referências cruzadas a todo instante e, muitas vezes, no entanto, uma confusão na cabeça das pessoas menos antenadas (não é fácil acompanhar tudo, nesse mundo volátil, certo?). O importante é que o cenário de guerra inicial, vem cedendo espaço à colaboração. Dessa forma, todos saem ganhando e veremos muitas novidades daqui em diante.





social media revolution

20 08 2009





como formar uma comunidade na web a partir de um #NOB

23 02 2009




a importância do diagnóstico no projeto de mídia social

23 02 2009

Participo de vários compromissos diariamente. Mas ao refletir um pouco mais sobre isso, passei a classificar os perfís de reuniões frequentes com os clientes e parceiros de negócios da seguinte forma:

number-1ENCANTADO COM A “LÓGICA” DA CRIAÇÃO – o cliente tem um bom projeto, muito criativo mesmo, porém baseado exclusivamente em suas referências (em muitos casos não poucas, pois são pessoas experientes e consagradas), segue a linha da comunicação tradicional – one way – que, em essência, focaliza demasiadamente uma marca, um produto ou um serviço. Mostra estudos de mercado e reportagens, mas não mergulha no árduo trabalho de mapeamento para descobrir as nuances da marca nas comunidades web.

number-2PRONTO PARA O PROJETO, MAS EM BUSCA DO DIÁLOGO E ENGAJAMENTO – o cliente entende que atrair as pessoas para um diálogo não é algo trivial. Exige técnica, conhecimento, estudo e análise. E que o seu projeto terá mais chance de sucesso se um mapeamento do mercado anteceder o seu lançamento. Fica surpreso quando o resultado desse diagnóstico dá pistas de comportamentos não perceptíveis anteriormente.

number-3MARCO ZERO: VAMOS COMEÇAR PELO MAPEAMENTO? – o cliente entende que as conversas do mercado na web devem nortear uma campanha e todos os seus canais de comunicação [Fiz um post sobre o assunto em setembro do ano passado].

De uma forma ou de outra, as três situações têm parte de sucesso, parte de fracasso e muito aprendizado. Meu objetivo aqui não é o de julgar as atitudes de cada empresa em seu projeto, mas de mostrar a importância do mapeamento dentro desse contexto.No slideshare abaixo, você encontrará mais um curso ministrado pelos meus sócios Jair Paulo e Edney Souza sobre Desk Research, na linha da Academia 2.0, que vem sendo desenvolvida há mais de dois anos no Grupo RMA. Eles mostraram de forma estruturada porque esse é um pedaço do projeto que merece muita atenção.





abismo entre teoria e prática é um perigo na mídia social

31 01 2009

Fui atendido por uma simpática senhora numa loja para produtos ortopédicos na semana passada. Ela reclamava do peso acumulado, muito acima do esperado para sua estatura. Na boa vontade em me envolver no diálogo, fiz as perguntas básicas sobre o seu consumo médio de açúcar, frituras, carboidratos…depois redirecionei a prosa para diabetes, tireóide e disfunção cardiovascular. Concluímos alguns cenários e, no final, fiquei realmente impressionado pelo profundo conhecimento da atendente. Ela sabia tudo sobre dietas e doenças causadas pelo excesso de peso. Antes de partir, no finalzinho da conversa ela confessou: “sei de tudo, mas na prática eu me esforço pouco para experimentar as teorias.”

É comum eu conversar com pessoas que vivem a mesma situação quando se referem às mídias sociais. A farta informação disponível sobre o tema faz com que alguns assíduos leitores tenham a falsa impressão de que conhecimento representa experiência, quando na verdade não é. Já passei por esta fase também por uns dois anos. Leva tempo.

Quando eu encontro essas pessoas por aí e entro mais firme no assunto, chego a escutar: “eu já fiz meu perfil aqui, ali e acolá no Orkut, Facebook e Linkedin, mas reúno poucos contatos. Tenho até um blog…entretanto percebo poucos seguidores e recebo raramente comentários em meus posts”. Pior é quando a pessoa já leu de tudo sobre os “gurus”, mas, na prática, não passou de discussões em rodas de conversas. Aí surgem expressões como “mais do mesmo”, “falou e não disse nada” e outras mais. Certo ou errado, cada cabeça uma sentença. E não coloco isso em discussão.

Meu papel, com este blog, é relatar o que venho aprendendo, tanto na teoria quanto na prática. Confesso que a prática tem sido intensa, numa média de 16 horas diárias.

Excesso de teoria incomoda? Então tente a prática: eu não tenho vergonha de estar desinformado sobre algumas coisas desse mundo. E não falo que sei só para fazer bonito para os outros. Entendi que o melhor caminho é:

  • tomar contato com as novidades;
  • me identificar com as coisas para adotá-las;
  • entrar de cabeça no que acredito;
  • experimentar na prática;
  • escolher e analisar resultados sempre.

Faça seu short list: quem, no início, quiser experimentar 100% de tudo um pouco que brota na web, pode parar no hospício, ou será o chato da roda de conversa, ou ainda poder fazer concorrência para aquele programa diário A Voz do Brasil. É praticamente impossível um ser humano disponibilizar de tanto tempo para dedicar-se às milhares de novidades e produzir conteúdo de qualidade para tanto.

A linguagem é diferente. Não insista: esse é um ponto crítico, pois as pessoas conversam de uma forma no mundo tradicional e adotam uma nova linguagem no mundo da mídia social. Me refiro a tags, links, textos de chamadas, perfís, formas de atrair e integrar os canais de formas interessante. Me considero neste estágio e descubro novidades a cada momento e que nada está desconectado do mundo profissional onde vivo inserido.

O prazer gera a disciplina: dá para listar de bate-pronto quantas coisas nós fazemos por obrigação. No mundo das mídias sociais, a endorfina deve estar ativa e o preconceito no menor volume possível. Sendo assim, dá para misturar trabalho, lazer e prazer a qualquer hora do dia. E aí vai encarar?





batalha de blogueiros anima [ainda mais] a Campus Party

25 01 2009

batalhadeblogueiros_msoma1O lance foi muito rápido. De sexta para sábado, cerca de 72 blogueiros foram convidados para um animado desafio: a #batalhadeblogueiros. As equipes se enfrentaram em uma arena de laser shot localizada no stand da F-Secure, em um ambiente que simulava uma guerra virtual com armas a laser. O objetivo desta iniciativa, organizada pela F-Secure e polvora, foi o de promover uma confraternização entre os blogueiros presentes ao evento, além de incentivar a conscientização destes formadores de opinião na internet sobre a necessidade de proteção contra as novas ameaças virtuais.

A “batalha virtual” foi transmitida ao vivo, e o público da Campus Party acompanhou seus blogueiros prediletos em um monitor do lado de fora do estande e,batalhadeblogueiros_jovemnerd por meio do Twitter, seguindo as tags #batalhadeblogueiros e #batalhadeblogs. A farra foi boa e o saldo final ainda melhor. Aqueles blogueiros que se conheciam apenas pelo browser, puderam brincar, beber e conversar ao vivo. Os demais aproveitaram para botar a conversa em dia.

Alexandre Ottoni, do Jovem Nerd, foi o campeão e levou um Nintendo Wii para casa. Agradecimento especial ao fotógrafo Eduardo de Sousa que registrou tudo em dezenas de fotos. Confira quem esteve na brincadeira neste fabuloso álbum.

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Campus Party: polvora fashion geek

24 01 2009

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conheça Gabriel Naressi, o famoso blogueiro de 12 anos

23 01 2009

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Qual é a idade ideal para uma pessoa começar a blogar? Não existe um padrão. Quem prova isso é Gabriel Naressi, um garoto de 12 anos, estudante do 8o. ano do ensino fundamental. Nascido em São José dos Campos, interior de São Paulo, Naressi leva uma vida normal. Estuda pela manhã, se diverte como qualquer garoto na sua faixa etária, faz as tarefas da escola e reserva um tempo para blogar. Não costuma assinar feeds. Entra nos blogs que mais gosta e começa a pesquisar tudo o que aparece de interessante. Como resultado de toda essa dedicação, ele ganhou a notoriedade dos marmanjos da blogosfera e o respeito de quem leva isso muito a sério. Posts? No mínimo um por dia.

Me lembro dos meus 12 anos. Não tinha nem metade da cabeça do Gabriel. Ele tem olhar atento, analisa os detalhes das perguntas e se esmera na qualidade das respostas: curtas e objetivas. Ajuda o fato de ele ser estudioso, se interessar por leitura e, coisa rara da idade, gostar de estar atualizado com as notícias. Conheça um pouco mais de sua vida na entrevista realizada pelo Social Media Club, durante a Campus Party 2009.

Quando você começou a blogar e por que?

GN – Comecei a blogar em maio de 2008, usando WordPress. Eu entrava na internet e lia muitos blogs porque eu achava interessante. Usava um computador da família. Antes jogava videogame, andava de bicicleta e jogava futebol, mas eu sentia que faltava alguma coisa que eu gostava. E aí eu descobri que eu gostava mesmo de blogar. Foi assim que eu criei o blog mundotosco.

Me fale sobre suas influências na web.

GN- Lia blogs de entretenimento, notícias, futebol, humor, tecnologia e outros. Tem várias coisas e é difícil listar tudo. Gosto de humor e meu blog não poderia seguir outra linha: piadas, tirinhas, flashes – vídeos, entretenimento, coisas interessantes, curiosidades, notícias. É mais ou menos isso.

Qual é o perfil de seu público?

GN – O meu público é jovem na maioria. Diariamente eu recebo, em média, 150 visitas. E continua crescendo muito rápido. Eu divulgo para todo mundo. Por exemplo, na Campus Party 2009, eu venho e distribuo cartão de visita, bottom e chaveiro (com o logotipo do “tosquinho”). Participo de vários encontros de blogueiros: Intercon, BlogCamp…Meu irmão me dá uma forcinha em vários aspectos, inclusive com adsense e toda a infra-estrutura de hospedagem.

Aonde você buscou suas referências para se inspirar?

GN – Foram muitas. Entre elas eu destaco: Interney, bobagento, Ah! tri ne! e brogui.com.

Você disse que faltava alguma coisa na sua vida. Qual é o prazer em blogar?

GN – Me expressar pelo blog, ter meus leitores e participar da blogosfera.

Como você se vê daqui a seis anos?

GN – Não sei ainda que profissão eu vou seguir, mas eu sei que quero continuar com o meu blog. Quem sabe um dia virar problogger, aquela pessoa que trabalha com blog e segue sua profissão normal paralelamente.

Qual o conselho que você dá para as empresas que não acreditam nos blogs e nas demais mídias sociais?

GN – Os blogs vão crescer e ganharão tanta importância que serão maiores que as mídias de massa tradicionais. Mas quando eles (empresários) perceberem, este mercado estará muito grande.

Veja outras entrevistas com Gabriel Naressi:

Cocadaboa

GF Soluções

Link





entrevista com o fundador do Social Media Club South Florida

19 01 2009

alexdecarvalho

Alexandre de Carvalho (@alexdc) é um quarentão que descobriu as mídias sociais aos 36 anos, quando fez seu primeiro perfil no friendster, ainda residente na França. Pouco tempo depois mudou-se para Miami (EUA) e mergulhou fundo em seus estudos nas mídias sociais. Tanto que hoje é co-fundador da StartPR e um dos “catalysts” da adhocnium, uma agência especializada em mídias sociais recém-criada pelos mais renomados profissionais desse mercado:

* Chris Heuer * Adriana Lukas * J.D. Lasica * Tom Foremski * Adrian Chan * Brian Solis * Neville Hobson * David Parmet * Alex de Carvalho * Ayelet Noff * Shel Holtz * B.L. Ochman * Ronna Porter

Filho de pai brasileiro e mãe finlandesa, @alexdc tem sotaque de gringo poliglota (inglês, português, francês e espanhol) porque sempre viveu fora do país. Estudou na França, onde fez MBA em Insead e atualmente leciona social media na University of Miami School of Communication. No último sábado, 17.01.09, @alexdc visitou a polvora e conversou comigo, Edney Souza e Jair Tavares. Como o papo foi longo, cerca de quatro horas, não pude resistir ao meu DNA de jornalista para fazer uma entrevista.

@msoma – Qual foi o seu aprendizado com as redes sociais a essa altura da vida?

@alexdc – Primeiro é importante dizer que não foi fácil. No passado, fui consultor de estratégias e comunicação de grandes empresas como Air France, Le Parisien, the Government of Mexico, British Airways, Repsol, VISA, Saint-Gobain, Publicis, General Motors e Nortel Networks. O ponto mais interessante quando entramos nas redes sociais da internet, depois de viver um bom tempo no mundo tradicional, é a reflexão, o “diálogo interno”, que é necessário para construirmos uma imagem legítima perante os outros. Temos que reaprender tudo. Ainda mais porque eu comecei minha vida profissional na publicidade, onde se acostuma falar somente coisas boas sobre os clientes e… sabemos que a vida real não é bem assim.

@msoma – Eu costumo brincar que “quebramos pratos na cabeça”…

@alexdc – Existe uma forte quebra de paradigma, onde a autenticidade é parte da solução de um problema. E aí a profundidade da mídia social depende de sua experiência.

@msoma – E o quanto você foi fundo em mídias sociais?

@alexdc – Hoje eu fomento as comunidades de novas mídias e tecnologia no Sul da Flórida. Fui o fundador do Social Media Club South Florida, e promovo o BarCamp Miami, além de ser um dos organizadores do RefreshMiami, uma rede de profissionais que trabalham com novas mídias. Nos últimos três anos eu tenho assessorado empresas startup a desenvolver novos negócios, criar parcerias e encontrar talentos.

@msoma – O que faz a sua empresa StartPR?

@alexdc – Nós fazemos a gestão da reputação online, blogger relations e brand monitoring. A StartPR ajuda as empresas a estabelecer conversas e a buscar o engajamento com pessoas que estão falando sobre o negócio, seus produtos e serviços.

@msoma – Qual o grau de maturidade do serviço de PR 2.0 nos EUA?

@alexdc – O PR 2.0 está em ascensão. Não falo só em termos de blogger relations, mas social media relations de uma forma mais ampla. Outra tendência a destacar é o conceito de social media release, que você mostrou em seu material. Tenho me envolvido em projetos de empresas que buscam desenvolver o conceito de community managers, onde pessoas legítimas promovem o contato entre o produto e a empresa, sem coisas fakes. Esse é o melhor caminho para um bom relacionamento. As empresas ainda têm que entender o real sentido das plataformas social media, entender melhor a cultura e ética para o engajamento de comunidades, tanto internas quanto externas, e para buscar otimizações no desenvolvimento de produtos e processos de negócios.

@msoma – Você falou a respeito da maturidade. Qual seria um conteúdo programático básico de um curso para uma empresa se inserir no tema “mídia social”?

@alexdc – Seria algo na seguinte linha:

Aula 1 – online identity and expression (teoria e prática) – como criar sua identidade e se comunicar na internet.

Aula 2 – community engagement – como formar comunidades e desenvolver engajamento.

Aula 3 – brand building and citizen journalism (teoria e casos reais) – como migrar de brochureware para mídia social e ter uma atitude diferente. Dar um “shift” na forma de pensar a agir.