saiba como fazer um blog corporativo profissional :)

15 02 2011
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o jornalismo renovado do Estadão

14 03 2010

Leio o jornal O Estado de S. Paulo diariamente, mas no dia 14 de março eu tive uma grata surpresa ao “pegar nas mãos” o redesenho de um veículo com uma tradição secular. As palavras, criteriosamente selecionadas, na capa do Especial “Jornalismo Renovado”, expressam bem o momento do Grupo Estado:

“As mídias impressa e digital são complementares, concordam especialistas. E quem mais se beneficia são os leitores, que dispõem de conteúdos cada vez mais qualificados, a toda hora. O Grupo Estado aposta na convergência e transfere para as novas mídias sua tradição e credibilidade, contruídas em 135 anos de história.”

Eu que circulo e atuo profissionalmente entre a comunicação mais tradicional e a digital, ouço sempre as vozes radicais que destacam o confronto entre os “dois lados”. Particularmente, eu aprecio mais os que buscam o melhor dos dois mundos, como foi o caso recente do Pedro Markun. Entusiasmado com as suas idéias “fora da caixa’, ele reativou o mimeógrafo no meio high tech da Campus Party, e me justificou pessoalmente a sua iniciativa de resgate de um recurso tão antigo aplicado ao meio moderno, com seus valores peculiares.

A aposta do Estadão segue uma linha de convivência harmoniosa: “Com a explosão da internet, cada ambiente de informação passou a ter seu atrativo: se na web o usuário navega e busca exatamente o que quer, aos jornais cabe selecionar, analisar, oferecer o inesperado e pautar os grandes assuntos do país.”

Me chamou a atenção, a bem sacada visão estratégica do “Relógio da Informação”, que conceitua claramente como a informação é vista, segundo a sua velocidade de consumo:

  • AE News | Broadcast – o segundo [a notícia em altíssima velocidade]
  • Estadão.com.br | Rádio Eldorado – o minuto [a notícia em alta velocidade]
  • O Estado de S. Paulo | Jornal da Tarde – o dia [a notícia editada, analisada e com conteúdos que ampliam a cobertura da Broadcast, da Agência Estado e da Rádio Eldorado]

Diante da constante tarefa de coleta de informações, aplicados em planos de negócios relacionados à web que avalio todo mês e na minha própria transformação profissional dos últimos anos, enxerguei um enorme valor  nas célebres frases reunidas na matéria “Momento de apostar” da mesma edição:

  • “…Se um país cresce, as pessoas também querem crescer. Por isso, há muito espaço para que os jornais aumentem sua circulação, se fizerem movimentos para isso.” [Christoph Riess, chefe do grupo executivo da Associação Mundial de Jornais (WAN-Ifra)].
  • “Os jornais deixam de ser fonte do que ocorreu para também antecipar fenômenos e analisar fatos…O tempo simbólico de 24 horas que o jornal tem para ser publicado é ideal para a decantação dos acontecimentos.” [Marcelo Rech, integrante do conselho do Fórum Mundial de Editores, ligado à WAN].
  • “Quem faz jornal deve encarar o trabalho feito na internet como um grande alívio de tarefas…Com a web dando notícias minuto a minuto, sobra tempo para os jornalistas aprofundarem as discussões no papel.” [ Matías Molina, autor de “Os Melhores Jornais do Mundo”]
  • “As pessoas têm cada vez menos tempo. O que não quer dizer que elas não estejam interessadas em informação.” [ Mark Porter, jornalista inglês responsável pelo redesenho em 2005 do diário “The Guardian”, que se transformou em um modelo para jornais do mundo todo].

Meus parabéns ao Grupo Estado e boa sorte nessa nova fase.





a medicina no olho do furacão da web

9 10 2009

fotoblogueiros salvador

Esq:Roberto Camara Jr, Eduardo Sales, Eduardo Pelosi e Yuri Almeida foram os debatedores blogueiros

A pesquisa realizada pela revista Veja SP, com 1119 clínicos e cirurgiões que atendem em 21 hospitais públicos e privados da cidade de São Paulo mostrou que apenas 23% deles estão inseridos em redes sociais, tais como Orkut e Facebook ou fazem uso do Twitter. Essa poderia ser uma das várias razões para os médicos ficarem surpresos com algumas indagações feitas por seus pacientes que investem algumas horas do dia para garimpar suas “pepitas” (boas ou ruins) de informação, ávidos por uma discussão mais encorpada com os doutores.

No decorrer do debate #saudeconectada, que levou o tema Paciente Informado para um segundo round de questionamentos, surgiu uma suposição curiosa por parte do Dr. André Pereira, pesquisador da FioCruz: “o Dr. Google está substituindo a conversa entre medicos e pacientes?” Considerando que o tempo médio de atendimento de uma consulta médica pública mais comum, segundo a Veja SP, é feita em 15 minutos (41,5% dos respondentes), essa hipótese não poderia ser descartada.

Apesar da baixa adesão dos médicos às redes sociais, existe um outro grupo de profissonais com olhos bem abertos para o alto valor na web como forma de promover informações e diálogos. Ciente desse cenário, a FENAM (Federação Nacional dos Médicos) está começando a se movimentar no sentido de identificá-los por meio de um “selo”. Na visão de Eduardo Santana, Vice-Presidente da entidade,  e um dos debatedores, a implementação desse projeto faria o link necessário para associar o médico ao conteúdo gerado, transferindo inclusive a responsabilidade pela autoria e integridade dos seus registros.

A FENAM tem bons motivos para se preocupar. “Poder mudar a história de uma doença, tirar a dor  ou abreviar o sofrimento mexe com o ego e a sensibilidade dos médicos”, foi uma das frases mencionadas em Veja SP, na questão: “O exercício da medicina lhe dá sensação de poder?” Um verdadeiro abacaxi para descascar, caso alguém tenha pensamentos e atitudes maléficas no exercício de uma profissão tão respeitada e admirada, ao ponto da veneração.

Agora, cá entre nós, como argumentar o valor das mídias sociais, efetivamente quebrar tabus junto à classe médica, se entre uma ou outra clicada caímos em destaques como este aqui ou este aqui.

Na função de mediador do evento eu concordei e arrisquei prever que a sociedade médica, espero que munida da certificação médica, a médio prazo, tenderá a se organizar em portais, assim como são feitos em seus formatos tradicionais, com sedes, membros devidamente identificados e certificados por especialização.

O ponto colocado teria na web um paralelo sem precedentes de metodologia e estrutura, elevando o grau de exigência para um tripé fundamental, na opinião do pesquisador da FioCruz: “navegabilidade do ambiente, para que as informações sejam facilmente encontradas; legibilidade para que tudo seja entendido de maneira transparente e qualidade do conteúdo, por razões óbvias.”

debatedores salvador

Esq: Dr.André Pereira, Dr.Marcelo Matos, Felipe Rocha, Dr.Claudio Freitas e
Dr.Antístenes Albernaz

Fernando Vogt, diretor da InterSystems, colocou em perspectiva um novo paradigma que merece reflexão: “revolução não é o paciente informado, mas a informação do paciente disponibilizada em meio digital”. Eu vejo a verdade nas duas vertentes em discussão. Em termos de agilidade na movimentação, o retrato atual, bem desenhado pela Veja SP, está jogando “contra” médicos e pacientes, enquanto, na prática, as boas soluções são adotadas lentamente, sendo que algumas permanecem na fila da boa intenção.

E como não poderia faltar, destaco o olhar/alerta precioso que Yuri Almeida,  Herdeiro do Caos, passou para as instituições médicas e àquelas ligadas ao setor da Saúde:

“…A grande questão para os profissionais da área de saúde é: ocupar espaço no ciberespaço antes que os “não-médicos”, munidos de técnicas SEO e soluções milagrosas dominem a Web. Para isso, enxergar a Internet apenas como um meio de transmitir informação é pueril. Vale lembrar que a Web, sobretudo é espaço para interação, logo é preciso que os médicos se preocupem com seus pacientes além do consultório, estejam nas redes sociais, mantenham blogs ou pelo menos entendam que o Dr. Google é um aliado para o exercício de uma medicina mais humana e eficiente.”

Vale também visitar o post e os comentários feitos no blog de Roberto Camara Jr., Me Tire Deste Ócio!!!






uso de canal social para comunicação interna corporativa

24 06 2009




você sabe o que é social branding?

22 11 2008




a experiência do médico que descobriu as mídias sociais aos 65 anos

9 11 2008

No mundo corporativo existe um termo que será usado como refrão nesses tempos de crise: Qual é o retorno do investimento (ROI) deste projeto? Não estranhe se o mesmo questionamento for aplicado 10x mais nos projetos de mídias sociais.

O ponto é que nos projetos de mídias sociais, o termo correto é Return On Engagement (ROE), isto porque os efeitos costumam não ter começo – meio – fim, como nos projetos tradicionais de comunicação. Ele perpetua. O “bilhete premiado” é único, mas depende do seu dono fazer bom uso dele.

Nas campanhas em mídias tradicionais, as pessoas são bombardeadas de novidades e serão mensuradas pelo poder e ato de consumo. Nas campanhas em mídias sociais – idôneas -, as mesmas pessoas são atraídas e terão opinião própria mesmo antes do ato de consumo, pois buscarão referências na percepção de outras pessoas. Na verdade, elas conversarão entre si, apesar da falta de intimidade – naquele momento. Unidas por um forte interesse terão ainda mais motivos para influenciar na decisão de milhares de outros interessados num mesmo assunto.

E qual é a grande descoberta de tudo isso? As pessoas compartilham interesses mas, ao mesmo tempo, fazem uso das mídias sociais na frequência, volume e formato que bem entenderem, o que já não seria possível nas mídias tradicionais.

pic_perfil_diamante1Veja o exemplo do Dr. Leonardo Diamante, 65 anos, médico paulistano que foi atraído pelo mundo das mídias sociais e personaliza um caso de sucesso atípico nos dias de hoje. Sua forma espontânea e engajada de falar do assunto mereceu destaque no ” Circuito integrado”, blog do Informática da Folha Online.

Em entrevista ao Social Media Club, Dr. Diamante explica o seu fascínio pelo tema e experiências vividas recentemente.

Quando surgiu o interesse por mídias socais?
LD – O interesse pelas mídias sociais acho que sempre existiu, porém foi incrementado com a minha chegada na Intersystems, quando juntamos a fome com a vontade de comer. Eles estão precisando de um trabalho que tenho muita facilidade para desenvolver, porém com opiniões próprias e às vezes contundentes. Tenho uma preocupação constante de transmitir credibilidade nas informações o que não é a regra na área da saúde na Web.

Qual a sua visão sobre a importância desse tema para os dias de hoje, especialmente no mundo corporativo?
LD – Acho que nenhuma grande corporação vai ter uma boa postura em todos os aspectos se ela não levar em consideração a comunidade em que ela atua, qualquer que seja ela, e procurando juntar todos os seus pedaços, que me parece é o grande segredo, principalmente pela carência na área da saúde. Tenho minhas dúvidas se este processo não é suficiente caro para desestimular os nossos empresários. Espero que não. Consigo vislumbrar este movimento como aquele que vivemos tempos atrás com a comunidade dos radioamadores. Não sei se você pegou esaa época, mas vejo muitas semelhanças, tanto que alguns radioamadores estão procurando novas posições que na verdade são as mídias sociais. Temo que a Web seja um local onde as pessoas podem se esconder ou se manifestar de forma incógnita, criando problemas e daí a falta de credibilidade. As corporações precisam se convencer de que este movimento é irreversível e não podem entender como despesa e sim investimento de recursos, pois seguramente terão retorno expressivo.

Como surgiu a idéia de criar o blog “Controvérsias, Dúvidas e Bobagens”?
LD
– O blog surgiu espontaneamente, como uma necessidade de entender esta coisa toda e exercitar a escrita, a linguagem, etc… e surpreendentemente descobri um lugar excelente para escrever tudo o que penso (ou quase tudo). Todas as minhas dificuldades iniciais estão sendo atendidas pelas meninas da Intersystems e vocês todos, que têm me ajudado e estimulado bastante

Quais foram suas principais experiências de aprendizado com tudo isso?
LD
– Esta resposta já envolve alguma complexidade e acho um pouco cedo para responder, mas de uma forma geral diria que a possibilidade de tirar as coisas da cabeça para por no papel de uma forma simples, rápida e eficiente é espetacular. Tenho também a sensação de que as pessoas estão sedentas por informações. E o que eu ainda não vejo claramente é quem são as pessoas (camada social) que vão mais se beneficiar com este projeto.

O que o Sr. recomenda para aqueles que desejam entrar nesse mundo, mas têm receio em começar?
LD
– A pessoas não podem ter medo de viver e de expressar suas opiniões, a escrita passa a ser apenas uma consequência natural. Acho que devemos saber “o que” e “porque” queremos. Evidente que tem que haver um mínimo de aptidão para escrever.

A minha conclusão: vivemos num mundo que tem como referência o ROI em vendas imediatas. E qual é o valor das pessoas que se engajam num tema em profundidade como o Dr. Diamante? Como medir tudo isso? Certamente ele continuará conversando com muitas pessoas. Quantas serão? Qual será o seu grau de influência na opinião de outras pessoas? Talvez um dia, ao participar de um painel de debates, alguma empresa olhe para o Dr. Diamante e diga: “nossa, esse Sr. construiu uma reputação incrível para estar neste evento! Como será que isso aconteceu?”





temas complexos demandam tempo para amadurecer

26 10 2008

Esporte, política e gastronomia são temas rápidos, fáceis para se iniciar e manter uma conversa em qualquer roda de relacionamento. A forte referência individual faz uma pessoa ter a confiança de que sua participação agrega valor sem titubear.

Mas…e os temas complexos? Como iniciar um projeto em mídias sociais certo de que o assunto, para os observadores externos, lembra os efeitos de um caleidoscópio girando, com imagens de diferentes cores e formas num ritmo frenético?

Foi essa a primeira sensação ao participar do Saúde Comunidade, projeto que tem por objetivo estabelecer o diálogo numa área nebulosa, cercada por um cenário de emaranhado politico, vaidades, fácil de ser apedrejado, mas que diz respeito a todos nós.

Mesmo diante desse cenário, um dos sonhos mais desejados pela população é a de uma saúde pública rápida e integrada, que acabe com a demora e o sofrimento. E como a experiência em Tecnologia da Informação e Gestão podem ajudar empresários e governantes a equacionar um problema dessa magnitude? Esse é o arrojado desafio pela frente no projeto.

Diagnóstico

Logo no início do diagnóstico foi possível perceber a pedreira que viria pela frente. O mapeamento do mercado mostrou a influência de três grupos básicos: Saúde Suplementar, Saúde Pública e Privada. Cada grupo tem características bem distintas, assim como propósitos e interesses. Ficou claro que “colaboração” era uma palavra “tabu”, por outro lado, ficou mais claro ainda que poucos esforços na área da mídia social vingaram no passado e no presente. Foi lançado o desafio: quebrar paradigmas, ir além do óbvio e subir a régua do assunto.

Evangelizar para começar

Toda a fase de evangelização em mídias sociais inclui um módulo de exorcização, justificado pela sensação de quebra de paradigma cultural entre o corporativo e o social. Faz parte do ritual esclarecer as relações: P2P versus mailing, métricas de sucesso tradicionais versus mídias sociais e controle versus descontrole das informações em conversas. No Saúde Comunidade, a primeira boa surpresa veio, inesperadamente, do fundador da InterSystems, Terry Ragon, um executivo fora da curva que sempre fez questão de encarar os sistemas de gestão de saúde por um lado mais humano. Nesse caso, investir no Saúde Comunidade tinha tudo a ver com seus princípios. A equipe do Brasil, alinhada com Ragon, contribuiu muito para viabilizar o projeto com sucesso.

Blog como eixo

A definição do blog como eixo do projeto demandou muita pesquisa, reuniões e discussões. A própria InterSystems estava passando por um momento importante, tanto na definição da equipe, quanto nos projetos. Para mostrar as competencias dos profissionais envolvidos no Saúde Comunidade, optamos por utilizar muitos videos e estabelecer contatos com possíveis colaboradores em reuniões presenciais. Nessa área é comum encontrar estudos extremamente técnicos, justamente a contra-mão do que buscávamos na época.

Papo informal marcou o lançamento

Pela complexidade do tema e pelo formato novo, decidimos fazer o lançamento oficial do projeto Saúde Comunidade num papo informal, sem regras, um verdadeiro brainstorm entre empresários, blogueiros, jornalistas e medicos. Foi a surpresa número dois, em função do alto nível de discussão realizado entre os participantes.

“Efeitos colaterais” do projeto

No dia 21.10, Cadu, presidente da InterSystems, foi o autor da terceira surpresa. Ele abriu o Simpósio Anual da empresa dando grande destaque ao projeto de mídia social, baseado na visão do fundador Terry Ragon. Esse foi um fato inédito em toda a trajetória da corporação.

O Dr. Leonardo Diamante, médico consultor técnico da InterSystems, depois de tomar contato com o projeto e colaborar de forma intensiva, hoje tem seu próprio blog.

A gerente de marketing da InterSystems, ao perceber a importância do projeto, decidiu criar uma campanha de endomarketing com foco no Saúde Comunidade. A idéia, segundo ela, foi divulgar o novo projeto e estimular as pessoas a colaborarem, dentro do espírito da mídia social.

Decantação das idéias

Depois de quatro meses de projeto e graças às diversas conversas com blogueiros, jornalistas, médicos e empresários, pudemos entender que o melhor a fazer, depois das discussões, será conhecer de perto e na prática o que vem sendo feito de efetivo no mercado. Ficou então combinado uma visita ao Distrito Federal para aferir os benefícios do projeto que começou a ser implantado há um ano e meio, integra 17 hospitais públicos e 63 centros de saúde, totalizando 4.411 leitos, por meio de uma solução web de gestão e de prontuários eletrônicos.