Social Media for Communicators

3 04 2010




o jornalismo renovado do Estadão

14 03 2010

Leio o jornal O Estado de S. Paulo diariamente, mas no dia 14 de março eu tive uma grata surpresa ao “pegar nas mãos” o redesenho de um veículo com uma tradição secular. As palavras, criteriosamente selecionadas, na capa do Especial “Jornalismo Renovado”, expressam bem o momento do Grupo Estado:

“As mídias impressa e digital são complementares, concordam especialistas. E quem mais se beneficia são os leitores, que dispõem de conteúdos cada vez mais qualificados, a toda hora. O Grupo Estado aposta na convergência e transfere para as novas mídias sua tradição e credibilidade, contruídas em 135 anos de história.”

Eu que circulo e atuo profissionalmente entre a comunicação mais tradicional e a digital, ouço sempre as vozes radicais que destacam o confronto entre os “dois lados”. Particularmente, eu aprecio mais os que buscam o melhor dos dois mundos, como foi o caso recente do Pedro Markun. Entusiasmado com as suas idéias “fora da caixa’, ele reativou o mimeógrafo no meio high tech da Campus Party, e me justificou pessoalmente a sua iniciativa de resgate de um recurso tão antigo aplicado ao meio moderno, com seus valores peculiares.

A aposta do Estadão segue uma linha de convivência harmoniosa: “Com a explosão da internet, cada ambiente de informação passou a ter seu atrativo: se na web o usuário navega e busca exatamente o que quer, aos jornais cabe selecionar, analisar, oferecer o inesperado e pautar os grandes assuntos do país.”

Me chamou a atenção, a bem sacada visão estratégica do “Relógio da Informação”, que conceitua claramente como a informação é vista, segundo a sua velocidade de consumo:

  • AE News | Broadcast – o segundo [a notícia em altíssima velocidade]
  • Estadão.com.br | Rádio Eldorado – o minuto [a notícia em alta velocidade]
  • O Estado de S. Paulo | Jornal da Tarde – o dia [a notícia editada, analisada e com conteúdos que ampliam a cobertura da Broadcast, da Agência Estado e da Rádio Eldorado]

Diante da constante tarefa de coleta de informações, aplicados em planos de negócios relacionados à web que avalio todo mês e na minha própria transformação profissional dos últimos anos, enxerguei um enorme valor  nas célebres frases reunidas na matéria “Momento de apostar” da mesma edição:

  • “…Se um país cresce, as pessoas também querem crescer. Por isso, há muito espaço para que os jornais aumentem sua circulação, se fizerem movimentos para isso.” [Christoph Riess, chefe do grupo executivo da Associação Mundial de Jornais (WAN-Ifra)].
  • “Os jornais deixam de ser fonte do que ocorreu para também antecipar fenômenos e analisar fatos…O tempo simbólico de 24 horas que o jornal tem para ser publicado é ideal para a decantação dos acontecimentos.” [Marcelo Rech, integrante do conselho do Fórum Mundial de Editores, ligado à WAN].
  • “Quem faz jornal deve encarar o trabalho feito na internet como um grande alívio de tarefas…Com a web dando notícias minuto a minuto, sobra tempo para os jornalistas aprofundarem as discussões no papel.” [ Matías Molina, autor de “Os Melhores Jornais do Mundo”]
  • “As pessoas têm cada vez menos tempo. O que não quer dizer que elas não estejam interessadas em informação.” [ Mark Porter, jornalista inglês responsável pelo redesenho em 2005 do diário “The Guardian”, que se transformou em um modelo para jornais do mundo todo].

Meus parabéns ao Grupo Estado e boa sorte nessa nova fase.





a síndrome da bola de cristal persiste

28 08 2009

Alguns paradigmas do mundo corporativo ainda não foram quebrados. Persiste em reuniões de prospecções e workshops aquela ladainha de meados de 2006:

  • Em mídia social tudo é freeware;
  • Faz um viralzinho baratinho e aí a coisa pega fogo;
  • Basta dar brindes e pagar pouco para blogueiros que as coisas acontecem;
  • Vamos fazer “assim”… que as pessoas vão clicar “por aqui” e as coisas se converterão “por ali”.

Se não existe “bala de prata” em projetos de mídia social, não faz sentido a síndrome da bola de cristal continuar viva. Quando eu desmonto todos esses (e mais alguns) mitos vem a expressão: “nooossa, não é assim então?!”

  • Muita coisa em mídia social é freeware sim, mas e o profissional que investiu horas pesquisando, navegando e estudando tecnologias, plataformas, interfaces, plugins? Vale muito e eu sei o quanto as pessoas varam madrugadas para isso, numa obsessão pela resposta para o cliente.
  • Viralzinho baratinho até pode existir, mas espero que os “carinhos” e bem feitos prevaleçam.
  • Nos últimos meses, a mídia tem dado bastante destaque à evolução da blogosfera. Bom por um lado, para o lado daqueles que batalharam para chegar lá. Por outro, pode ter criado uma percepção deturpada da dura realidade. Aguardo os seus comentários sobre esse polêmico fenômeno.

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  • Enfim, a bola de cristal do “faz isso” que “acontece aquilo” é prejudicial a qualquer campanha. É preciso estudar, mapear, mas principalmente, conversar com as pessoas para saber o que elas realmente desejam. Aí sim a “lógica” vira “prática”.




teoria, prática ou atitude: qual é o seu estágio de maturidade?

28 07 2009

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“Após três intensos anos de workshops e oficinas em mídias sociais, em que estágio você está? Teoria, Prática ou Atitude?” Esta foi a pergunta que eu fiz na introdução do módulo “Entrando em Campo” da Academia 2.0, realizado há três semanas no Grupo RMA.

Desde o início, a missão de mergulhar no mundo da mídia social não foi fácil. Digo sem medo de errar que a referência abundante e os conceitos bem diferentes, tanto culturais quanto conceituais, tornaram o trabalho de quebrar paradigmas bem árduo. O lado gratificante foi o de compartilhar estruturadamente o conhecimento adquirido com os demais interessados, em contatos pessoais ou via web, e trocar conhecimentos de maneira aberta.

Somente neste último workshop me dei conta que nos últimos 30 meses foram desenvolvidos 24 módulos, uma carga superior a 80 horas de dedicação em educação e cultura para mídia social. Percorrido todo esse caminho eu resumiria como essencial aprendizado os 5P’s de Lon Safko registrados na Fast Company: perfil bem feito nos canais sociais; produção de conteúdo com valor; propagação adequada dos conteúdos; promoção do diálogo e progressão de tudo isso. É algo simples, direto e básico, mas bem interpretados e estudados, direcionam qualquer indivíduo para o mundo da mídia social. Seguido os preceitos, basta ter atitude para estar inserido, cá entre nós, a parte mais difícil .






integração assessoria de imprensa com mídia social

3 07 2009




uso de canal social para comunicação interna corporativa

24 06 2009




profissional de comunicação e blogueiros podem melhorar a oferta do cliente?twi

3 06 2009

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Sou do tempo em que o cliente contratava uma agência de comunicação para divulgar o lançamento de um produto e, por mais que ele fosse bom, alguma opinião de valor a gente tinha para contribuir, porém sem muito espaço ou até boa vontade pelo lado do ouvinte. Quando surgia uma brecha para comentários era aberto e não estavam alinhados com as expectativas dos empresários, eu tinha a nítida impressão que eles me viam como um elemento do time adversário.

Hoje, graças à evolução da comunicação e da mente mais aberta do mundo corporativo, eu consigo, além de palpitar, colaborar efetivamente na melhoria da oferta. Me refiro aos projetos onde proponho de antemão a participação dos beta testers, aqueles profissionais com formações diversas, mas experts em determinados assuntos, muitos autodidatas e cobertos de méritos.

O caso mais recente aconteceu no lançamento da Drimio. Como toda start-up, os executivos se viram pressionados por prazos e resultados. Fiquei feliz em convencê-los de que a rede social ainda tinha uma etapa a percorrer. Não havia atalhos para atender aos mínimos requisitos de uma comunidade tão exigente e focada em marcas. Resultado: o projeto atrasou alguns meses em função de uma mudança nos planos, porém o benefício foi sentido logo no lançamento. Segundo Salomão Casas, idealizador da Drimio, 98% dos comentários foram positivos nesta primeira fase, sendo que as críticas foram ouvidas atentamente no sentido da empresa buscar as melhorias propostas.

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Depois do teste feito pelos experts, mais 200 participantes experimentaram e deram suas opiniões a respeito da Drimio. Paralelamente a essa atividade, a rede contou com uma pesquisa de percepção realizada pela Pólvora Comunicação para levantar o que os usuários esperam de uma rede social de marcas.

A fase de beta teste é muito comum em projetos tecnológicos que asseguram a redução do risco, porém não o elimina. Assim também funciona nos projetos de mídia social, até porque nessa arena os colaboradores contribuem de forma ativa na melhoria de um produto ou serviço. Por parte dos empresários, a resposta deve ser rápida e sob medida. E assim eles têm se esforçado para proceder:

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Ontem a Drimio realizou um #NOB em Joinville (SC) para continuar ouvindo as pessoas, desta vez, pessoalmente. Elogios e críticas seguiram nas conversas e assim devem continuar, afinal, esse é o karma ou a benção do “eterno beta”, certo?

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social media PR

31 05 2009




olhar precioso que nos faz refletir

10 05 2009

Apesar da descendência japonesa, nunca fui fã de fotos. A minha opinião mudou radicalmente quando entendi melhor o conceito de jornalismo cidadão. Prova disso é o meu flickr que elenca semanalmente o meu olhar sobre os fatos do cotidiano. Hoje tornou-se o meu hobby e trabalho :). E o que dizer então dos profissionais que possuem atributos especiais para olhar aqueles momentos preciosos e, sem nenhuma palavra, expressar os mais profundos sentimentos escondidos no ser humano? O slideshare abaixo reúne alguns desses registros.