temas complexos demandam tempo para amadurecer

26 10 2008

Esporte, política e gastronomia são temas rápidos, fáceis para se iniciar e manter uma conversa em qualquer roda de relacionamento. A forte referência individual faz uma pessoa ter a confiança de que sua participação agrega valor sem titubear.

Mas…e os temas complexos? Como iniciar um projeto em mídias sociais certo de que o assunto, para os observadores externos, lembra os efeitos de um caleidoscópio girando, com imagens de diferentes cores e formas num ritmo frenético?

Foi essa a primeira sensação ao participar do Saúde Comunidade, projeto que tem por objetivo estabelecer o diálogo numa área nebulosa, cercada por um cenário de emaranhado politico, vaidades, fácil de ser apedrejado, mas que diz respeito a todos nós.

Mesmo diante desse cenário, um dos sonhos mais desejados pela população é a de uma saúde pública rápida e integrada, que acabe com a demora e o sofrimento. E como a experiência em Tecnologia da Informação e Gestão podem ajudar empresários e governantes a equacionar um problema dessa magnitude? Esse é o arrojado desafio pela frente no projeto.

Diagnóstico

Logo no início do diagnóstico foi possível perceber a pedreira que viria pela frente. O mapeamento do mercado mostrou a influência de três grupos básicos: Saúde Suplementar, Saúde Pública e Privada. Cada grupo tem características bem distintas, assim como propósitos e interesses. Ficou claro que “colaboração” era uma palavra “tabu”, por outro lado, ficou mais claro ainda que poucos esforços na área da mídia social vingaram no passado e no presente. Foi lançado o desafio: quebrar paradigmas, ir além do óbvio e subir a régua do assunto.

Evangelizar para começar

Toda a fase de evangelização em mídias sociais inclui um módulo de exorcização, justificado pela sensação de quebra de paradigma cultural entre o corporativo e o social. Faz parte do ritual esclarecer as relações: P2P versus mailing, métricas de sucesso tradicionais versus mídias sociais e controle versus descontrole das informações em conversas. No Saúde Comunidade, a primeira boa surpresa veio, inesperadamente, do fundador da InterSystems, Terry Ragon, um executivo fora da curva que sempre fez questão de encarar os sistemas de gestão de saúde por um lado mais humano. Nesse caso, investir no Saúde Comunidade tinha tudo a ver com seus princípios. A equipe do Brasil, alinhada com Ragon, contribuiu muito para viabilizar o projeto com sucesso.

Blog como eixo

A definição do blog como eixo do projeto demandou muita pesquisa, reuniões e discussões. A própria InterSystems estava passando por um momento importante, tanto na definição da equipe, quanto nos projetos. Para mostrar as competencias dos profissionais envolvidos no Saúde Comunidade, optamos por utilizar muitos videos e estabelecer contatos com possíveis colaboradores em reuniões presenciais. Nessa área é comum encontrar estudos extremamente técnicos, justamente a contra-mão do que buscávamos na época.

Papo informal marcou o lançamento

Pela complexidade do tema e pelo formato novo, decidimos fazer o lançamento oficial do projeto Saúde Comunidade num papo informal, sem regras, um verdadeiro brainstorm entre empresários, blogueiros, jornalistas e medicos. Foi a surpresa número dois, em função do alto nível de discussão realizado entre os participantes.

“Efeitos colaterais” do projeto

No dia 21.10, Cadu, presidente da InterSystems, foi o autor da terceira surpresa. Ele abriu o Simpósio Anual da empresa dando grande destaque ao projeto de mídia social, baseado na visão do fundador Terry Ragon. Esse foi um fato inédito em toda a trajetória da corporação.

O Dr. Leonardo Diamante, médico consultor técnico da InterSystems, depois de tomar contato com o projeto e colaborar de forma intensiva, hoje tem seu próprio blog.

A gerente de marketing da InterSystems, ao perceber a importância do projeto, decidiu criar uma campanha de endomarketing com foco no Saúde Comunidade. A idéia, segundo ela, foi divulgar o novo projeto e estimular as pessoas a colaborarem, dentro do espírito da mídia social.

Decantação das idéias

Depois de quatro meses de projeto e graças às diversas conversas com blogueiros, jornalistas, médicos e empresários, pudemos entender que o melhor a fazer, depois das discussões, será conhecer de perto e na prática o que vem sendo feito de efetivo no mercado. Ficou então combinado uma visita ao Distrito Federal para aferir os benefícios do projeto que começou a ser implantado há um ano e meio, integra 17 hospitais públicos e 63 centros de saúde, totalizando 4.411 leitos, por meio de uma solução web de gestão e de prontuários eletrônicos.


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