me dê só mais um minuto de sua atenção

3 10 2008

Logo após participar do painel Digital Frontier Blogs: O quinto poder”, recebi um e-mail de agradecimento de Manoel Fernandes, publisher da revista Bites e diretor da W3 Editora, dizendo o seguinte:

Caros,

Acho que podemos montar uma trupe e sair pelo Brasil viajando para falar sobre Blogs com uma visão de negócios.

Fiquei honrado em contribuir para o brilho de cada um de vocês hoje no DigitalAge.

Abraços

Manoel

O “caros” diz respeito aos ilustres convidados: Romeo Busarello, diretor de marketing da Tecnisa; Manoel Lemos, fundador da WebCo S.A e do BlogBlogs e Alessandro Barbosa Lima, CEO da e.life. Uma trupe de renome. Faço das palavras do Manoel as minhas, em relação à experiência de ter participado de um painel junto com todos. Mas obviamente, pelo meu DNA, acabei fazendo um outro e-mail de agradecimento que uso neste post, pois vale uma reflexão. E se eu tivesse mais um minuto para falar depois de minha reflexão, diria exatamente o que respondi por e-mail:

Manoel e “trupe”,


Eu é que agradeço. Queria registrar aqui algumas impressões de quem vive o mundo corporativo, trabalha com profissionais de mídia social nativos e tem contato diário com a imprensa.

  • Participar de um painel como este é rico, porém mostra que efetivamente vivemos dois mundos: o corporativo e o dos “nativos”. Digo isso porque:
  • Nos “Camps“, NOBs, Twitterlunchs… da vida, o fórum de discussões é mais focado no lado operacional e dos valores:
  • post pago x jabá;
  • open source x plataforma proprietária;
  • estratégia 1.0 x cultura 2.0 [vide casos de insucesso];
  • como usar a mídia social para tornar o “mundo mais verde”;
  • blogueiros X jornalistas…
  • No mundo corporativo, engatinhamos na linha do convencimento a respeito do conceito de mídia social e das regras da empresa:
  • maturidade e arrojo de poucos profissionais X medo de outros entrarem num mundo “novo” e desconhecido ;
  • social media workshop e social media training X “isso é coisa para adolescente”;
  • ROI x ROE;
  • investimento de 2,8% [web] X 97,2% [tradicional] em marketing;
  • controle X descontrole;
  • necessidade de sempre parecer bonito na foto X comentário negativo no blog;
  • abertura de diálogo X empurrar discursos enlatados…


No final das contas, as pessoas basicamente se diferenciam por um aspecto: “se a ficha caiu ou não.” Digo isso porque é no esclarecimento desse cenário que encontraremos um espaço interessante para discussão. Temos uma responsabilidade enorme como evangelizadores. E isso não pode ser esquecido.


Ações

Information

8 responses

3 10 2008
Tine Araujo

Acho que minha ficha caiu😉
Beijos

3 10 2008
msoma

Tine, sua ficha caiu faz tempo. Bjs.

3 10 2008
Orlando G. da Silva

Mário,
te respeito.
Sds.

3 10 2008
msoma

Ôpa Orlando. Obrigado pela visita.

3 10 2008
Iara alencar

Falou, falou e nao disse nada.

3 10 2008
msoma

Oi Iara, me perdoe. Sou novato mesmo nessa área. Me diga como eu posso interagir melhor com vc e vou procurar atender suas expectativas. Aguardo, OK? Abs e obrigado pela visita.

4 10 2008
Iara Alencar

A parte da “visão de negocios” que foi citado no email aí em cima.

4 10 2008
msoma

Iara, a parte de visão de negócios não é o que eu penso, mas o que eu tenho constatado em projetos, ou seja, é a percepção do próprio mercado.

No mundo corporativo, muita gente quer entrar, mas não quer enfrentar as críticas e todos nós sabemos que o mundo não é perfeito.

Nos workshops que tenho feito, existe um lado preconceituoso de que esse negócio de “blogs” e “comunidades” é coisa para adolescente e tb sabemos que não é isso. Em midia social falamos de P2P e não B2C ou B2B.

Outro ponto é o Retorno do Investimento (ROI) x Retorno do Engajamento (ROE). São duas coisas diferentes, mas que impactam uma nas outras, certo? E aí vem a pergunta de como medimos o ROI. E eu respondo que para um mercado que investe 2,8% em média em campanhas online X 97,2% em campanhas tradicionais, o que está em jogo é o preço da “experiência”, preferencialmente positiva dos projetos, e não as métricas utilizadas no mktg tradicional.

A parte do controle é outro ponto sempre colocado em discussão. Estamos falando de uma conversa e não em empurrar informações. O bom diálogo é aquele que esclarece e não aquele que impõe.

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