os exageros e a forma de atrair das mídias

28 09 2008

Esse é um momento interessante. Ao mesmo tempo que testemunho pessoas receosas em aceitar a importância do fenômeno da mídia social, vejo exemplos de aplicações exageradas na mídia tradicional.

Surpresa [1 – Mídia tradicional exagerou] Nos finais de semana eu leio com a minha filha, entre outras mídias, o Estadinho, em função de trabalhos escolares. Na edição de 27 de setembro de 2008, a capa do suplemento me pegou de surpresa: “Família blogueira”. O título foi sem dúvida vendedor, mas o conteúdo eu considerei exagerado. Aliás, se você encontrar alguma coisa sobre o Estadinho no portal do Estadão, me informe, OK?

O texto de abertura conta, com nuances de brincadeira (serei justo), a mãe ameaçando o filho com um castigo, no mínimo, pouco usual: retirar do seu blogroll o link do blog do guri, caso ele se excedesse em suas estripulias. Pensei comigo: qual fatia da população entendeu o sentido desse castigo? Que crianças viram naquele lead um real conteúdo de material num jornal de grande circulação como o Estado de S. Paulo?

Minha crítica é que a matéria foi escrita de forma inadequada. Se fosse um post num blog estaria mais bem situada, pois os hiperlinks fariam o trabalho de esclarecimento e pesquisa.

Não vou “ensinar o padre-nosso ao vigário” , mas preciso fazer uma critica no mínimo construtiva, pois como jornalista sei dos apuros que se passam numa redação.

Surpresa [2 – Mídia tradicional exagerou] Sem trocadilhos e com todo o respeito às crenças, o “padre-nosso” está sendo referenciado aqui nesse caso por Rosana Salviano Salabai, jornalista do meio evangélico. Com maestria, ela produziu “11 dicas para escrever um bom artigo.”

A partir das dicas da Rosana, aponto as falhas da matéria do Estadinho. Vale inclusive registrar sua introdução ao assunto:

Você conhece alguém ou é daqueles que sente que tem muita informação para passar mas não sabe como fazer isso? Talvez seja um pastor que tem revelações maravilhosas a respeito da Palavra e gostaria de escrever algumas delas para o conhecimento de outros mas nunca consegue. Ou pode ser um profissional com muita bagagem que nem se arrisca a trilhar o caminho da escrita porque não se acha capaz. Mas acredite: escrever um bom artigo é bem mais fácil do que se imagina. Conheço escritores “natos” – aqueles que nasceram com o dom da escrita – mas também já li muitos textos excelentes de pessoas que, seguindo algumas regrinhas básicas, conseguiram ser claros e convincentes em seus artigos – mesmo detestando gramática, redação e afins.

Então, vamos a [parte] elas! [pois são 11 em sua plenitude]:

2. Escolhido o público, identifique-se com ele. Coloque-se no lugar do seu leitor e escreva especialmente para ele. Não se coloque acima nem abaixo dele, não queira se demonstrar um super-herói nem um fracassado. Inclua experiências de sua vida no texto – elas o tornam mais atrativo e agradável – e procure ilustrações ou referências para enriquecer o material.

3. Trate seu leitor com respeito: não o considere um “perito” no assunto ao ponto de usar apenas termos técnicos e de difícil compreensão mas também não o trate como incapaz. Tenha como alvo que ao final da leitura o leitor deverá estar, no mínimo, tão informado quanto você a respeito daquele assunto.

8. Se você quer convencer alguém de alguma coisa, o melhor é deixá-lo chegar à conclusão sozinho, em vez de você impor a sua. Tive um professor que dizia que se o leitor chegar à mesma conclusão que você, nasce ali um aliado; mas se você apresentar a sua conclusão antecipadamente, terá um desconfiado. Então, o segredo é colocar os dados, formular a pergunta que o leitor deve responder, dar alguns argumentos importantes e parar por aí.

11. Se você não domina o assunto a que se propõe escrever, pesquise. É melhor gastar alguns minutos se informando do que escrever besteira. Ao mesmo tempo, não faça da sua falta de informação um empecilho. Você não precisa ser um professor naquela área para passar algo relevante aos leitores. Basta querer!

[Surpresa 3 – Mídia social atraiu] Confesso ter jogado a toalha com algumas pessoas que me questionavam: “Você está louco em investir em blogs, num negócio feito para adolescentes?!”

E o que mudou de uns tempos para cá? As mesmas pessoas hoje usam blip.fm. É apenas um começo, tenho consciência disso, o que já é bom. Quem sabe num segundo passo, essas mesmas pessoas passem a acessar blogs, ou até mesmo a usar o Twitter? As razões para se gostar do blip.fm são várias e acredito que Inagaki, heavy user dessa maravilhosa mídia, tenha em suas palavras “a mais completa tradução”:

O Blip.fm é uma espécie de microblogging no qual você compartilha músicas que podem ser ouvidas em streaming. Para um cara que não vive sem trilha sonora feito eu, tornou-se vício imediato. Dentre todas as redes sociais que andam proliferando-se por aí feito coelhinhos priápicos, o Blip.fm é uma das melhores sacadas dos últimos tempos; afinal de contas, músicas boas têm mais que serem compartilhadas por aí. Creio que a experiência de se ouvir música com walkmans, iPods e outros aparelhos que, egoisticamente, restringem sons a fones destinados a um único par de ouvidos, não se compara ao prazer de se poder sociabilizar suas faixas prediletas mundo afora.

No final do dia dá para afirmar que todas as surpresas foram positivas. E você tem alguma para compartilhar? Então conte, comente! Aguardo.


Ações

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2 responses

29 09 2008
Tania

Soma, parabéns, pela forma em que apresenta o tema. Eu que de blog “por enquanto” entendo muito pouco, gosto de fazer visitas ao teu. Aliás, hoje a visita valeu muito a pena, descobri o Blip.fm e já estou conectada e descobri que vou acessar muito. Sucesso. Forte abraço. Tania

29 09 2008
msoma

Tania, obrigado pela visita. Seja sempre bem-vinda! Feliz por vc ouvir a blip.fm, aliás, um dos DJ’s prediletos é o Inagaki-san, profissional das letras e das músicas. Abs.

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