Social media: teste de pré-conceito e quebra de paradigmas

3 11 2007

xadrez.jpgExperimente convencer um executivo com 20 anos de estrada, beirando então os seus 40 anos de idade (ou mais), que um jovem adolescente, com a metade (ou menos) de sua idade, vai dar umas lições de como ele deveria encarar o futuro daqui para frente (me refiro ao mundo social media). Seria mais ou menos assim:

Legendas: cara (CA) e coroa (CO).

  • CA- E aí, tudo bem?! (dino – ssauro)
  • CO – Muito prazer! (garoto)
  • CO – (será que ele já usou sapato ao invés de tênis e camisa para dentro da calça alguma vez na vida?)
  • CA – (nesse calor deve estar uma maravilha estar engravatado, argh!)
  • CA – Vc já ouviu falar em web 2.0? (argh, odeio esse termo, mas tem que ser por aí, senão o dino não entende…)
  • CO – Ah! Sim, claro, costumo ler bastante jornais e revistas…Web 2.0 diz respeito a blogs, comunidades e softwares freeware…(pensa que eu não sei nada é?!)
  • CA – Hum…é… mais ou menos…tem a ver…quero dizer… tem muito mais do que isso…putz…é…(como eu faço para abrir a mente fossilizada dele? Só se nascer de novo, pô! Caraca! Não vai ser mole não!)

É claro que o exemplo não é uma regra, mas pode ilustrar futuras situações que enfrentaremos. Eu tive o prazer de encontrar, conhecer e contratar talentos do mundo social media que me surpreenderam não só pelo domínio precoce do assunto (bem antes dos 18 anos), mas pela inteligência intelectual e emocional, pela postura surpreendentemente mais madura do que muitos profissionais, em entrevistas de emprego, com boas graduações e MBAs.

Nunca tive preconceitos em relação aos aspectos sócio-culturais das tendências que movem e afetam o mundo, afinal tive um berço humilde, porém abraçado por muito carinho e apoio o tempo todo. O fenômeno social media é algo inevitável. Me preocupa como conviver num ambiente onde:

  • COs sabem que a web 2.0 veio com tudo e será 3.0, 4.0, X.0, num piscar de olhos, mas teimam em não admitir, ou acham que já rodaram muito para entender a reinvenção não mais da roda, mas da turbina de foguete.
  • CAs estarão cada vez mais mergulhados nesse mundo de comunidades e plataformas tecnológicas, gerando conteúdo abundante via Twitter, MSN, Orkut, Facebook, mySpace, Via6, Youtube, podcasts e Ns outros, deixando apenas rastros vermelhos de um cometa veloz para quem não fizer parte da galera.
  • O mundo corporativo vai tateando numa velocidade controlada de 80Km/h, tentando usar o passarinho dentro da gaiola como o ícone do freeware, socialware e colocando em xeque, por enquanto, o gigantesco potencial da sinergia entre as partes, ocupado pelo medo e falta de controle do mundo wemedia.

Meu papel é entender os dois lados com o máximo de isenção, cá entre nós, uma posição nada fácil. Porém coragem para isso não falta e continuarei relatando para vocês a evolução desse trabalho, que considero gratificante, antes de tudo. E você, o que acha? Teve alguma experiência interessante? Me conte! Colabore! E vamos tentar acelerar essa sinergia entre o mundo tradicional e o social media.


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14 02 2008
Social Media Newsroom » Blog Archive » RMA disponibiliza para o mercado o material da academia web 2.0

[…] – O grande desafio dos projetos social media é a cultura das pessoas. É necessário quebrar o paradigma cultural das empresas. A comunicação social só se estabelece quando as pessoas deixam de proteger suas […]

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