marketing to the social web

18 11 2009





entrevista com o fundador do Social Media Club South Florida

19 01 2009

alexdecarvalho

Alexandre de Carvalho (@alexdc) é um quarentão que descobriu as mídias sociais aos 36 anos, quando fez seu primeiro perfil no friendster, ainda residente na França. Pouco tempo depois mudou-se para Miami (EUA) e mergulhou fundo em seus estudos nas mídias sociais. Tanto que hoje é co-fundador da StartPR e um dos “catalysts” da adhocnium, uma agência especializada em mídias sociais recém-criada pelos mais renomados profissionais desse mercado:

* Chris Heuer * Adriana Lukas * J.D. Lasica * Tom Foremski * Adrian Chan * Brian Solis * Neville Hobson * David Parmet * Alex de Carvalho * Ayelet Noff * Shel Holtz * B.L. Ochman * Ronna Porter

Filho de pai brasileiro e mãe finlandesa, @alexdc tem sotaque de gringo poliglota (inglês, português, francês e espanhol) porque sempre viveu fora do país. Estudou na França, onde fez MBA em Insead e atualmente leciona social media na University of Miami School of Communication. No último sábado, 17.01.09, @alexdc visitou a polvora e conversou comigo, Edney Souza e Jair Tavares. Como o papo foi longo, cerca de quatro horas, não pude resistir ao meu DNA de jornalista para fazer uma entrevista.

@msoma – Qual foi o seu aprendizado com as redes sociais a essa altura da vida?

@alexdc – Primeiro é importante dizer que não foi fácil. No passado, fui consultor de estratégias e comunicação de grandes empresas como Air France, Le Parisien, the Government of Mexico, British Airways, Repsol, VISA, Saint-Gobain, Publicis, General Motors e Nortel Networks. O ponto mais interessante quando entramos nas redes sociais da internet, depois de viver um bom tempo no mundo tradicional, é a reflexão, o “diálogo interno”, que é necessário para construirmos uma imagem legítima perante os outros. Temos que reaprender tudo. Ainda mais porque eu comecei minha vida profissional na publicidade, onde se acostuma falar somente coisas boas sobre os clientes e… sabemos que a vida real não é bem assim.

@msoma – Eu costumo brincar que “quebramos pratos na cabeça”…

@alexdc – Existe uma forte quebra de paradigma, onde a autenticidade é parte da solução de um problema. E aí a profundidade da mídia social depende de sua experiência.

@msoma – E o quanto você foi fundo em mídias sociais?

@alexdc – Hoje eu fomento as comunidades de novas mídias e tecnologia no Sul da Flórida. Fui o fundador do Social Media Club South Florida, e promovo o BarCamp Miami, além de ser um dos organizadores do RefreshMiami, uma rede de profissionais que trabalham com novas mídias. Nos últimos três anos eu tenho assessorado empresas startup a desenvolver novos negócios, criar parcerias e encontrar talentos.

@msoma – O que faz a sua empresa StartPR?

@alexdc – Nós fazemos a gestão da reputação online, blogger relations e brand monitoring. A StartPR ajuda as empresas a estabelecer conversas e a buscar o engajamento com pessoas que estão falando sobre o negócio, seus produtos e serviços.

@msoma – Qual o grau de maturidade do serviço de PR 2.0 nos EUA?

@alexdc – O PR 2.0 está em ascensão. Não falo só em termos de blogger relations, mas social media relations de uma forma mais ampla. Outra tendência a destacar é o conceito de social media release, que você mostrou em seu material. Tenho me envolvido em projetos de empresas que buscam desenvolver o conceito de community managers, onde pessoas legítimas promovem o contato entre o produto e a empresa, sem coisas fakes. Esse é o melhor caminho para um bom relacionamento. As empresas ainda têm que entender o real sentido das plataformas social media, entender melhor a cultura e ética para o engajamento de comunidades, tanto internas quanto externas, e para buscar otimizações no desenvolvimento de produtos e processos de negócios.

@msoma – Você falou a respeito da maturidade. Qual seria um conteúdo programático básico de um curso para uma empresa se inserir no tema “mídia social”?

@alexdc – Seria algo na seguinte linha:

Aula 1 – online identity and expression (teoria e prática) – como criar sua identidade e se comunicar na internet.

Aula 2 – community engagement – como formar comunidades e desenvolver engajamento.

Aula 3 – brand building and citizen journalism (teoria e casos reais) – como migrar de brochureware para mídia social e ter uma atitude diferente. Dar um “shift” na forma de pensar a agir.





Campus Party 2009: aí vamos nós!

17 01 2009

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Durante a semana de 19 a 25 de janeiro, a polvora! estará trabalhando a partir do Campus Party, o maior encontro mundial de integração de tecnologia, conteúdos digitais e entretenimento em rede. Nosso staff contará com oito profissionais escalados diariamente, sem contar o presidente e os quatro diretores que comandam a equipe, totalizando treze pessoas, além dos demais profissionais do Grupo RMA. Neste ano, Edney Souza, diretor de operações da polvora!, é o responsável pelo Campus Blog, com o precioso apoio de Alexandre Inagaki, diretor de conteúdo e criação da polvora!.

Nossos esforços e crenças se traduzem em investimentos. A imagem acima representa o stand de 40 metros quadrados montado no evento, juntamente com empresas parceiras, inspirado num conceito de ambiente lounge. Abaixo, um ângulo privilegiado, difícil de ser visto ao vivo, e que mostra detalhes do espaço.

polvora-40m-mod-2-3A polvora! produziu uma camiseta especial para o Campus Party, estampando uma imagem bem “cool” de um sanduba com o recheio de redes sociais, plataformas tecnológicas e recursos renomados da web. Aguardamos a sua visita!camiseta-polvora-cparty2





saiba porque adotar o PR 2.0

13 01 2009

Este é um longo projeto que o Grupo RMA vem tocando desde 2006 e diz respeito a quebras de paradigmas da assessoria de imprensa tradicional, versus o modelo a ser adotado no cenário da mídia social. O post, produzido pelo meu sócio e presidente do Grupo RMA, Augusto C. V. Pinto, ressalta a diferença entre “empurrar uma informação chapada” e “contextualizar uma informação por diferentes canais de forma atraente”. É um tema polêmico? Sim! Será muito discutido? Sim! Então vamos entrar de forma mais intensa.

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“PR em inglês, ou RP em português, é a sigla para “Relações Públicas”, a designação mais cool para assessoria de imprensa. Sugiro que utilizemos a sigla PR, já que vamos nos referir a uma história que se inicia nos USA. O PR nasceu em 1906, nos USA, junto com o press release. O press release foi inventado pelo jornalista Ivy Lee, com o objetivo de gerenciar a comunicação de uma crise, disparada por um acidente ferroviário que matou 50 pessoas. Na época o objetivo de Lee era apenas reportar os fatos com precisão e velocidade, de maneira padronizada, para todos as mídias relevantes, ao mesmo tempo.

Nestes mais de 100 anos, o press release envelheceu, sem perder sua prinicipal característica que é a factualidade. Um bom press release reporta fatos e ponto. O processo de desgaste dos chamados press releases está relacionado a vários aspectos:

  • Ninguém mais, principalmente os jornalistas, necessita receber fatos reportando um acontecimento importante. Os fatos relevantes permeiam nossas vidas, na velocidade da Internet.
  • Os jornalistas hoje são poucos, para muitas empresas querendo comunicar seus fatos mais importantes.
  • A maioria dos “fatos importantes” enviados pelas empresas, vias suas assessorias de imprensa, são irrelevantes e de interesse restrito para publicação em massa.
  • O mesmo fato pode gerar diferentes leituras, dependendo do contexto em que se aplique. Isso explica as frustrações que às vezes as empresas têm com as matérias envolvendo seu nome, quando o contexto em que imaginaram a interpretação de um fato, não corresponde à contextualização dada pelo jornalista.

A tudo isso que descrevemos acima se designa genericamente por “PR 1.0″, ou seja, o PR que utiliza de press releases para tentar vender pautas para a mídia, “empurrando” informações supostamente interessantes. Por razões mais ou menos óbvias, o PR 1.0 está morrendo junto com o press release, sobrando algumas dúvidas com relação à data do enterro…
Mas, nem a imprensa tradicional, nem o PR estão mortos, ou perderam o sentido. Então, o que se sucederá ao PR 1.0 e ao press release? Obviamente, ao PR 1.0 sucederá o PR 2.0?! Essa nova onda vem junto com a onda da Internet, que é hoje a principal fonte de informações dos jornalistas (e também dos leitores).

Junto com o PR 2.0 surgiu o Social Media Release, ou seja, uma plataforma para comunicar notícias relevantes, utilizando a Internet como seu principal veículo. O Social Media Release é ambivalente. Ele é escrito para ser lido diretamente na web, por jornalistas, e/ou leitores, mas também pode ser utilizado pela assessorial de imprensa para “vender uma pauta” para a mídia.

O Social Media Release é bem diferente dos velhos press releases. Suas principais características são:

  • Contextualização: o Social Media Release aponta cenários, através de links web para conteúdos multimídia relevantes.
  • Acesso democrático: disponível para todos, de forma aberta, via Internet.
  • Credibilidade: todo o material apresentado deve ser cuidadosamente checado quanto à segurança e credibilidade.
  • Cultura de rede: quem publica um Social Media Release deve estar preparado para receber comentários, críticas, deve permitir que o material seja reutilizado, remixado e distribuído sem nenhum tipo de controle.
  • Visibilidade: o Social Media Release deve ser vísivel na web, através de recursos como RSS, bookmarking e tagging.

Que tal? Parece obviamente simples e criativo, não é mesmo? No entanto, esse conceito começa a se consolidar ainda vagarosamente dentro das empresas e na indústria de mídia. Dia virá que as assessorias de imprensa apenas publicarão seus Social Media Release em páginas web denominadas Social Media Newsrooms, onde os jornalistas farão subscrição para os temas de seu interesse no momento. E os leitores apressadinhos poderão ler o material in natura, sem esperar por sua publicação formal. Quem viver verá…”





social media prediction 2009

10 01 2009





os benefícios da maçã verde para os negócios.

23 09 2007

Pare e pense: quantas mensagens sua empresa gera para o mercado? Por quais canais de comunicação? Agora adicione a tudo isso os meios tradicionais de comunicação e multiplique pelas mídias do mundo social media, dentro do conceito “we media”. Se o volume de informações na web já era sinônimo de caos, o que será de hoje em diante?

Ok, legal essa é fotografia do cenário, mas aonde entra a maçã verde? Imagine que as maçãs vermelhas representem as informações do mercado e a verde os diferenciais do seu negócio. Ah! O óbvio novamente? Não! A diferença é que as empresas vivem dois dilemas, historicamente, sem um bom índice de respostas de valor agregado:

1. Como mostrar o benefício de suas ofertas para o mercado pelo uso da comunicação [a resposta de U$ 1 milhão, com baixos índices de sucesso, porém com muitas tentativas];

2. Como fazer o mercado despertar para uma oferta que eles nem imaginam que exista e passem a buscá-la na web de forma planejada [me refiro ao novo horizonte que o social media abre, sem precedentes e sem limites].

Confira quando o mercado vai se encontrar para discutir abertamente os benefícios da maçã verde para os negócios no Brasil.





ontem ou hoje: marketing viral

17 07 2007

luta.jpgRecebi o texto abaixo informando que é uma nota da GM em resposta a um comentário de Bill Gates. Obviamente não é porque a GM é uma empresa séria. Vale a pena ler, pois envolve um bate-boca (fictício) entre duas grifes de mercados totalmente diferentes e prato cheio para a matéria “marketing viral”.

Bill Gates teria feito, durante um evento de informática, uma infeliz comparação da indústria de computadores com a automobilística, declarando: “Se a GM tivesse evoluído tecnologicamente, tanto quanto a indústria de computadores evoluiu, estaríamos dirigindo carros que custariam 25 dólares e que fariam 1000 milhas por galão (algo como 420 km/l).”

A General Motors teria respondido na bucha com o seguinte comentário:

Se a Microsoft fabricasse carros:
01 – Toda vez que eles repintassem as linhas das estradas, você teria que comprar um carro novo.
02 – Ocasionalmente, dirigindo a 100 km/h, seu carro morreria na Auto-estrada sem nenhuma razão aparente, e você teria apenas que aceitar isso, sem compreender o porquê! Depois, deveria religá-lo (desligando o carro, tirando a chave do contato, fechando o vidro saindo do carro, fechando e trancando a porta, abrindo e entrando novamente… Em seguida sentar se no banco, abrir o vidro, colocar a chave no contato e ligar novamente). Depois, bastaria ir em frente.
03 – Ocasionalmente a execução de uma manobra à esquerda poderia fazer com que seu carro parasse e falhasse… Você teria então que reinstalar o motor! Por alguma estranha razão você aceitaria isso como “normal”.
04 – A Linux faria um carro em parceria com a Apple, extremamente confiável. Cinco vezes mais rápido e dez vezes mais fácil de dirigir. Mas apenas poderia rodar em 5% das estradas.
05 – Os indicadores luminosos de falta de óleo, gasolina e bateria seriam substituídas por um simples “Falha Geral ou Defeito Genérico” (permitindo que sua imaginação identifique o erro!).
06 – Os novos assentos obrigariam todos a terem o mesmo tamanho de bunda.
07 – Em um acidente, o sistema de air bag perguntaria: “Você tem certeza que quer usar o air bag?”.
08 – No meio de uma descida pronunciada, quando você ligasse o ar-condicionado o rádio e as luzes ao mesmo tempo, ao pisar no freio apareceria uma mensagem do tipo “Este carro realizou uma operação ilegal e será desligado!” (IRRETOCÁVEL).
09 – Se desligasse o seu carro utilizando a chave, sem antes ter desligado o rádio ou o pisca-alerta, ao ligá-lo novamente, ele checaria todas as funções do carro durante meia hora, e ainda lhe daria uma bronca para não fazer isto novamente. (ÓTIMA).
10 – A cada novo lançamento de carro, você teria de reaprender a dirigir. Coisa fácil: voltaria a auto-escola para tirar uma nova carteira de Motorista. (PODE PARECER EXAGERO, MAS PENSANDO BEM É ISSO MESMO).
11 – Para desligar o carro, você teria de apertar o botão “Iniciar” (PERFEITA).
12- A única vantagem: Seus netos saberiam dirigir muito melhor do que você!





a revolução da mídia

27 06 2007





comunicação integrada ao negócio

26 05 2007





mantenha vivo o seu blog!

20 05 2007

Li várias regras, dicas e materiais sobre blogs. O material realmente é farto. Uma, em especial, me chamou a atenção, pois comunicar idéias e construir relacionamentos exige disciplina. Muita disciplina. Os princípios, aqui desenvolvidos pela Kami Huyse , profissional da área de PR, servem tanto para o blog pessoal, quanto para o corporativo. Segundo Huyse, um blog reflete os pensamentos pessoais e corporativos…bom até aí nenhuma novidade. Mas lendo com atenção, aprendi que esses principios podem ser perfeitamente aplicáveis em todas as ferramentas de comunicação da web 2.0, two-way, sua característica singular. Veja se você compartilha da mesma opinião e me escreva para discutirmos a respeito desse tema. Te espero.
1. Desenvolva conteúdo baseado em princípios e valores. Pelo fato de um blog não expressar key messages enlatadas, isso pode ser escrito a partir de valores e princípios dos autores ou das empresas. Conhecer esses valores começa por você . É a chave para o desenvolvimento de uma voz para a sua comunicação. Por exemplo, eu pessoalmente valorizo honestidade, construção de relacionamentos, aprender coisas novas e divertidas, etc.
2. Tenha uma proposta de visão ou de objetivo. Parte da minha visão pessoal inclui itens que eu desenvolvi numa rápida olhada no Covey Website:
· Eu sempre vou procurar melhorar a qualidade dos meus relacionamentos pessoais e profissionais;
· Eu nunca terei medo de defender as coisas em que eu acredito que sejam certas;
· Eu me comprometo a aprender sempre e me aprimorar constantemente;
· Eu vou admirar os outros assim como desejo ser admirado;
· Eu não levarei as minhas coisas tão a sério e terei minha vida preenchida com coisas engraçadas e divertidas.
Minha missão: “Explorar como a atividade de public relations pode representar uma voz autêntica no mundo social media hoje.”

3. Priorize. Esteja certo de que o interesse principal é de sua audiência e que as coisas não devem girar ao seu redor. Quando eu aplico esses princípios regularmente eu não tenho problemas em ser imparcial. Meu objetivo é fazer um posting por semana para receber feedbacks em meu blog e ampliar meu relacionamento com os colaboradores. Ao fazer isso, fico com a consciência tranquila de que estou cumprindo a minha palavra.
4. Pense na relação ganha-ganha. Blogs e outras ferramentas de social media estabelecem uma comunicação two-way que inclui discussões. Ao contestar idéias, deixe claro que a sua posição tem a ver com as idéias e não com as pessoas que geraram o comentário. Isso estimula e não inibe as contribuições. E representa a mágica do social media.

5. Procure entender primeiro antes de ser entendido. Este princípio pode ser tangibilizado na seção de comentários, onde acontecem as discussões mais calorosas. As conclusões feitas pelo autor do blog consolidam a idéia inicial, os pontos de vista dos comentários e o valor agregado da discussão.
6. Sinergia. Ao construir uma comunidade de respeito, problemas podem ser resolvidos de maneira única. O refinamento da idéia por muitos pode ser realmente mágico, no estilo social communication, onde 1+1=3.
7. Reinvente-se constantemente. Você não tem muito a oferecer se ficar somente sentado em frente ao computador. Nós todos precisamos nos renovar nos assuntos relacionados à saúde, redes sociais, bem-estar, entre outros. Quando você encontrar algo muito interessante sobre esses assuntos, coloque-os na roda da conversa do blog.