social media ROI

18 09 2009





dúvidas, receitas, avós e as redes sociais: o que isso tudo tem a ver?

11 01 2009

Participei recentemente de algumas discussões a respeito do uso das redes sociais como forma de gerar novos negócios. As perguntas são oriundas de profissionais pouco antenados com o assunto, aquelas que ficaram seduzidas pelas experiências positivas contadas por amigos (também impressionados) ou divulgadas pela mídia de massa.

Eu até entendo a boa percepção sobre o assunto por parte deles. Diariamente recebemos informações estrondosas sobre o crescimento exponencial de participantes em redes sociais; a velocidade como são criadas e aceitas por milhares de pessoas; os holofotes direcionados a seus criadores, usualmente associados a gênios, e as cifras mirabolantes de valor de mercado incorporado ao negócio.

Considerando esses ingredientes, não tem como a receita do bolo, daqueles criado pela avó, deixar de ter a forma, o aroma, o sabor e o sentimento agregado m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o. Usei logo esse exemplo para criar uma referência próxima no sentido de exemplificar as perguntas e respostas de entrevistas e workshops em que tenho participado.

Adoro bolos e não seria difícil criar uma comunidade “Gosto do bolo da avó” (se é que já não existe) e ter uma legião de participantes. No entanto, minha (falecida) avó era japonesa e deixou memoráveis recordações pela receita do “Ozooni”, um dos pratos típicos de Ano Novo, nada semelhante a um bolo, servido na data para atrair saúde, felicidade e fortuna no novo ano.

Feita a introdução, quero compartilhar com você as freqüentes dúvidas do mundo corporativo em relação às “redes sociais” (lembrando que este também é um termo criticado por alguns). Como acredito na inteligência coletiva, convido você a comentar sobre algumas perguntas e respostas. Lembro, aos mais radicais, que faz parte do nosso trabalho estudar e debater o tema. Para quem pergunta, ainda é uma experiência incipiente e por isso algumas coisas podem parecer básicas ao extremo. Vamos lá!

Devo participar de todas as redes sociais ? MSoma – Acho que ninguém deve participar de todas as redes sociais apenas por participar. Até porque entrar nas comunidades e não estabelecer relacionamentos não faz sentido e “cair no limbo” será o caminho mais comum. Teria pouco interesse informar na comunidade do “Gosto do bolo da avó” as evoluções do “Ozooni”, com o intuito de forçá-las a gostar do prato que eu tanto aprecio e valorizo. Participar significa estar engajado com o tema e com as pessoas. O que não for legítimo será expurgado.

Devo participar somente daquelas redes sociais mais renomadas? MSoma – Esse é um preconceito, no estilo “referência cruzada”, criado pelo mundo corporativo. Isso vai bem na linha “devo anunciar somente nas mídias que têm bom número de circulação/leitores”. Quando entramos nas redes sociais – e boas redes, com volume e qualidade ainda não entraram no mainstream media tradicional – buscamos o valor agregado de falar e ouvir. Se fizermos uma analogia na mão contrária (social media para corporativo), eu diria que o ROI (Return On Investiment) está na espontaneidade das pessoas ajudarem ou darem uma resposta legítima a um dilema seu, o que pode até ser uma reflexão sobre o bolo da avó que ninguém nunca havia pensado ou expressado antes.

Uma empresa pode enviar mala-direta ou press releases (tradicioinais) para os participantes de uma rede social? MSoma – Fazer isso representa o mesmo ato de xingar, c-u-i-d-a-d-o-s-a-m-e-n-t-e, a avó de cada um. Estamos falando de P2P (pessoas para pessoas) e não de B2B ou B2C. Deve-se ter em mente o estabelecimento do diálogo e a geração de interesses por atração e não pelo empurrão (vide relação do bolo da avó com o Ozooni).

Como eu faço para obter um mailing list das pessoas de uma comunidade para estabelecer um network consistente? MSoma – Olha a “referência cruzada” novamente. De nada adianta mapear e ter um mailing list dentro de uma rede se o conteúdo a ser “dialogado” não for consistente e interessante. Se isso for feito de forma legítima, naturalmente as pessoas vão comentar, pedir para entrar em sua rede e daí em diante as coisas fluem bem. Caso contrário, melhor nem começar.

Qual a diferença de uma rede de interesses em comparação a uma de propósitos? MSoma – Numa rede de interesses, como o Orkut, as pessoas formam seus grupos por assuntos e afinidades, como por exemplo: bolo da avó e Ozooni. O conteúdo é bem flexível (fotos, vídeos, testemunhos, recados…). As regras beiram o bom senso e os bons princípios. Já numa rede de propósitos, geralmente há um “owner” do negócio e as regras são bem mais rígidas. Por exemplo, no LinkedIn as pessoas buscam relacionamentos profissionais, onde o bolo da avó teria pouco espaço, mas por outro lado, informações sobre a formação acadêmica e a experiência profissional, seriam temas críticos. Nesse caso, não só o número de contatos é importante, como também a qualidade dos endossos recebidos por clientes/chefes, os cargos alcançados em cada emprego ou mesmo os empreendimentos desenvolvidos ao longo de uma carreira de sucesso.

UPDATE: E aí a turma acorda para a realidade. Veja o email recebido por um profissional que sacou bem o que está acontecendo hoje:


“Mario,

Eu costumava pensar que a comunidade das mídias sociais era uma alternativa à mídia tradicional, na verdade após ter te conhecido e mergulhado no tema percebo que existe uma total complementariedade entre estes dois mundos da comunicação.

A mídia social representa uma evolução natural da mídia tradicional, que sempre terá seu espaço, mas quando falamos em espaço automaticamente nos remetemos àquilo que não vemos lá no céu escuro, mas que certamente sabemos que é grande… grande … tão grande quanto o infinito.

Se podemos chamar ao mundo das midias sociais de mundo virtual, basta que perguntemos aos protagonistas deste universo como o Google e suas iniciativas bilionárias se o dinheiro depositado nas contas bancárias de seus acionista é real?

E creio que a reposta virá automaticamente: Claro que não é Real, mas seguramente não é virtual. É em Dólares.

Abraços,

Eduardo Bomfim”





projeto complexo em apenas um slide

20 03 2008





marketing cauda longa ganha versão brasileira

3 03 2008

webmarketing.jpgA primeira vez que cliquei na Sociale, me lembrei de um post que fiz no começo desse blog sobre a PRstore, uma rede de franquias norte-americana que monta lojas de rua e atende demandas de jobs de marketing pela web de maneira muito bem feita.

A Sociale é diferente. Tem um modelo cauda longa de negócios no melhor estilo da web 2.0. Através dela, empresas de todos os tipos e tamanhos podem solicitar materiais de comunicação como folhetos, outdoors, logomarcas, sites, entre outros, tendo a opção de definir o valor a ser pago pela criação. A Sociale une empresas e entidades que possuem necessidades de comunicação com profissionais que podem suprir estas necessidades.

Cada trabalho dentro da Sociale é como se fosse uma pequena concorrência. Quando o usuário solicita a criação de um material, uma rede de colaboradores da área analisa o pedido e desenvolve opções criativas. Recentemente eu tive o prazer de receber na minha agência a visita do Franco Rosário, sócio-fundador da Sociale e, para não perder a minha veia de jornalista-blogueiro, rolou uma pequena entrevista.

franco.jpg

Como surgiu a Sociale? Explique um pouco de sua visão, razões…

A Sociale surgiu em 2006 a partir do meu desejo de criar um modelo de trabalho novo para os profissionais de publicidade. Devo confessar que a idéia partiu de um problema pessoal. Na época, eu perdia muito tempo me deslocando para o escritório da agência onde atuava e queria trabalhar de uma forma diferente, de preferência em casa ou no local que eu preferisse. O conceito da empresa simplesmente surgiu em minha mente durante uma caminhada, quando andava de volta para casa.

E não parei por aí. Deselvolvi a idéia da Sociale, desenhei os processos e passei a estudar o mercado. Percebi que muitas empresas, principalmente pequenas e médias, não têm acesso a serviços de publicidade profissionais. Elas não têm verba suficiente para contratar agências de publicidade e acabam tendo que contar com profissionais “freelancer”, que muitas vezes não resolvem o problema.

A partir desta análise modifiquei a visão e a missão da empresa. Além de oferecer aos profissionais de comunicação um sistema livre, aberto e auto-regulado, representando uma nova forma de trabalhar, a Sociale também passou a se preocupar com a democratização dos serviços de publicidade, permitindo que empresas de todos os tamanhos pudessem contar com trabalho profissional.

A Sociale hoje trabalha com os interesses desses dois públicos e entendemos que ela representa uma tendência no mercado publicitário.

Qual a maturidade do mercado para entender e comprar os serviços de social media?

Social media é também um conceito muito novo e o mercado parece que está apenas começando a entendê-lo. Cabe aos pioneiros abrir caminho e educar os clientes sobre as possibilidades e benefícios.

Qual é o futuro da social media, na sua opinião?

Pensando em social media como “o uso da sabedoria dos grupos para conectar informações de forma colaborativa”, penso que seu futuro está relacionado ao oferecimento de serviços por parte desses grupos. A Sociale é um primeiro passo nesse sentido. A colaboração e a interação de indivíduos em grupos pode ser rentável.

Como você vê os conflitos e complementos entre a mídia tradicional e a social media?

A mídia tradicional nunca mais será a mesma. O discurso unilateral acabou e cada vez mais as pessoas darão importância à colaboração e à interação. Cabe aos veículos de mídia tradicional encontrarem formatos interessantes para aplicar os conceitos de social media.

É difícil dizer o que vai acontecer, estamos no meio do processo de mudança, mas é muito interessante participar disso tudo.

Além do seu portfólio de ofertas, como a social media pode ser útil para as empresas?

A utilização mais óbvia é uma empresa poder tomar conhecimento do que seus consumidores atuais e potenciais pensam dela, de sua marca, de seus produtos e serviços. Monitorar blogs, fóruns, sites de comunidade etc. é um primeiro passo para adquirir este conhecimento.

Além disso, é possível também conhecer e se relacionar melhor com o público interno, os funcionários. A social media pode ser utilizada para medir satisfação, desempenho, alinhamento aos objetivos da empresa e muito mais.

As empresas devem ter em mente que é possível se relacionar com seus públicos de forma muito eficiente utilizando social media, uma vez que é possível medir em tempo real as suas reações.





causa e efeito na web: é fogo!

25 09 2007

Imagine nessa época de seca em que vivemos [setembro bateu os recordes] jogar um toquinho de cigarro no meio da folhagem seca. Foi o que aconteceu na campanha da Talent para divulgar o site do Estadão. O blog interney sintetizou bem o fato ocorrido:

Causa: veja o comercial .

Intenção: Talent [explicação no site]: “a campanha expõe, de maneira bem-humorada, os riscos de consultas a sites na internet, e divulga as novidades do site do jornal“.

Efeito: Carlos Merigo, do Brainstorm 9: “Convidar as pessoas para que escolham e contestem suas fontes de informação com bom-senso e inteligência é uma coisa, generalizar de forma preconceituosa um universo que tem poder de construir percepções e destruir reputações num piscar de olhos, é estupidez“.

Veja, além da peça abaixo, postada [ironicamente ao ÃO] no blogadão, alguns dos 112.000 links, com o resultado = blogueiros + macacos, listados no Google, em 24.09.07:

Blogueiros: Macacos alfabetizados | Blogadão

cozido com papricas: Blogueiros, macacos e Estadão

Já que o assunto é a macaquice… » Pimenta com Dendê

TubaCity!: Macacos me mordam!

Dialógico: ESTADÃO RECUA E DIZ A BLOGUEIROS: “AMAMOS VOCÊS”





os benefícios da maçã verde para os negócios.

23 09 2007

Pare e pense: quantas mensagens sua empresa gera para o mercado? Por quais canais de comunicação? Agora adicione a tudo isso os meios tradicionais de comunicação e multiplique pelas mídias do mundo social media, dentro do conceito “we media”. Se o volume de informações na web já era sinônimo de caos, o que será de hoje em diante?

Ok, legal essa é fotografia do cenário, mas aonde entra a maçã verde? Imagine que as maçãs vermelhas representem as informações do mercado e a verde os diferenciais do seu negócio. Ah! O óbvio novamente? Não! A diferença é que as empresas vivem dois dilemas, historicamente, sem um bom índice de respostas de valor agregado:

1. Como mostrar o benefício de suas ofertas para o mercado pelo uso da comunicação [a resposta de U$ 1 milhão, com baixos índices de sucesso, porém com muitas tentativas];

2. Como fazer o mercado despertar para uma oferta que eles nem imaginam que exista e passem a buscá-la na web de forma planejada [me refiro ao novo horizonte que o social media abre, sem precedentes e sem limites].

Confira quando o mercado vai se encontrar para discutir abertamente os benefícios da maçã verde para os negócios no Brasil.





marketing para robôs 2.0.

19 09 2007

robos.jpgDepois de quatro meses de Academia rma 2.0, encerramos com chave-de-ouro [18.09] o último módulo com SEO [Search Engine Optimization], ministrado por Alexandre Kavinski, um dos profissionais mais renomados nesse assunto.

Logo nos primeiros slides ele fez uma perfeita e pessoal definição do que é SEO: “marketing para robôs 2.0″. Saiba porque, num breve, porém rico, extrato do conhecimento do Kavinski:

Os robôs definem:

  1. O que seu público-alvo vai ver;
  2. Quando seu público-alvo vai ver;
  3. Como seu público-alvo vai ver.

Porque:

  • Os buscadores são o principal recurso que as pessoas utilizam para encontrar um site (IMT Strategies);
  • 92% dos consumidores online utilizam os buscadores (NPD Group);
  • 80% dos internautas náo passam das 3 primeiras páginas de resultados (Forrester Research);
  • Bilhões de páginas disputam as primeiras posições.

O que Kavinski aprendeu com SEO:

  • Otimização tem que ser parte da cultura;
  • Não se faz, depois otimiza;
  • Não é Meta Tag, mas é page rank;
  • Não há resultados garantidos;É demorado e, muitas vezes, frustrante;
  • Pode ser muito barata e pode ser muito cara;
  • Não é uma opção, mas sim um caminho para os que querem sobreviver.




ontem ou hoje: marketing viral

17 07 2007

luta.jpgRecebi o texto abaixo informando que é uma nota da GM em resposta a um comentário de Bill Gates. Obviamente não é porque a GM é uma empresa séria. Vale a pena ler, pois envolve um bate-boca (fictício) entre duas grifes de mercados totalmente diferentes e prato cheio para a matéria “marketing viral”.

Bill Gates teria feito, durante um evento de informática, uma infeliz comparação da indústria de computadores com a automobilística, declarando: “Se a GM tivesse evoluído tecnologicamente, tanto quanto a indústria de computadores evoluiu, estaríamos dirigindo carros que custariam 25 dólares e que fariam 1000 milhas por galão (algo como 420 km/l).”

A General Motors teria respondido na bucha com o seguinte comentário:

Se a Microsoft fabricasse carros:
01 – Toda vez que eles repintassem as linhas das estradas, você teria que comprar um carro novo.
02 – Ocasionalmente, dirigindo a 100 km/h, seu carro morreria na Auto-estrada sem nenhuma razão aparente, e você teria apenas que aceitar isso, sem compreender o porquê! Depois, deveria religá-lo (desligando o carro, tirando a chave do contato, fechando o vidro saindo do carro, fechando e trancando a porta, abrindo e entrando novamente… Em seguida sentar se no banco, abrir o vidro, colocar a chave no contato e ligar novamente). Depois, bastaria ir em frente.
03 – Ocasionalmente a execução de uma manobra à esquerda poderia fazer com que seu carro parasse e falhasse… Você teria então que reinstalar o motor! Por alguma estranha razão você aceitaria isso como “normal”.
04 – A Linux faria um carro em parceria com a Apple, extremamente confiável. Cinco vezes mais rápido e dez vezes mais fácil de dirigir. Mas apenas poderia rodar em 5% das estradas.
05 – Os indicadores luminosos de falta de óleo, gasolina e bateria seriam substituídas por um simples “Falha Geral ou Defeito Genérico” (permitindo que sua imaginação identifique o erro!).
06 – Os novos assentos obrigariam todos a terem o mesmo tamanho de bunda.
07 – Em um acidente, o sistema de air bag perguntaria: “Você tem certeza que quer usar o air bag?”.
08 – No meio de uma descida pronunciada, quando você ligasse o ar-condicionado o rádio e as luzes ao mesmo tempo, ao pisar no freio apareceria uma mensagem do tipo “Este carro realizou uma operação ilegal e será desligado!” (IRRETOCÁVEL).
09 – Se desligasse o seu carro utilizando a chave, sem antes ter desligado o rádio ou o pisca-alerta, ao ligá-lo novamente, ele checaria todas as funções do carro durante meia hora, e ainda lhe daria uma bronca para não fazer isto novamente. (ÓTIMA).
10 – A cada novo lançamento de carro, você teria de reaprender a dirigir. Coisa fácil: voltaria a auto-escola para tirar uma nova carteira de Motorista. (PODE PARECER EXAGERO, MAS PENSANDO BEM É ISSO MESMO).
11 – Para desligar o carro, você teria de apertar o botão “Iniciar” (PERFEITA).
12- A única vantagem: Seus netos saberiam dirigir muito melhor do que você!





a revolução da mídia

27 06 2007





o pragmatismo dos escritores: à prova de resistência

26 06 2007

Para quem está interessado em conhecer mais sobre o universo da comunicação no mundo 2.0,  recomendo a leitura de dois livros:

  • “The New Rules of Marketing &PR” (o título explica o conteúdo) do David Meerman Scott. Confesso que fiquei surpreso com a estratégia que ele adotou para anunciar o seu novo projeto de 276 páginas. Alguns meses antes de ir para as livrarias, Scott fez a divulgação para os principais bloggers que falaram muito bem. Antes disso, produziu um e-book com o mesmo tema do livro, que teve mais de 200 mil downloads. Não é à toa que ele é um entusiasta do assunto.
  • “The New Influencers”, uma obra do Paul Gillin, outro estudioso do assunto 2.0, também interessante, pois mostra como impactar o mesmo público, com cabeça no 1.0, com softwares sociais.

O que os dois têm em comum? Muita pesquisa e discurso baseado no calvário que os profissionais passaram para entender o que se passa na web e no comportamento das pessoas. É uma forma interessante de se documentar a evolução da web 2.0 e ganhar auto-promoção.