a síndrome da bola de cristal persiste

28 08 2009

Alguns paradigmas do mundo corporativo ainda não foram quebrados. Persiste em reuniões de prospecções e workshops aquela ladainha de meados de 2006:

  • Em mídia social tudo é freeware;
  • Faz um viralzinho baratinho e aí a coisa pega fogo;
  • Basta dar brindes e pagar pouco para blogueiros que as coisas acontecem;
  • Vamos fazer “assim”… que as pessoas vão clicar “por aqui” e as coisas se converterão “por ali”.

Se não existe “bala de prata” em projetos de mídia social, não faz sentido a síndrome da bola de cristal continuar viva. Quando eu desmonto todos esses (e mais alguns) mitos vem a expressão: “nooossa, não é assim então?!”

  • Muita coisa em mídia social é freeware sim, mas e o profissional que investiu horas pesquisando, navegando e estudando tecnologias, plataformas, interfaces, plugins? Vale muito e eu sei o quanto as pessoas varam madrugadas para isso, numa obsessão pela resposta para o cliente.
  • Viralzinho baratinho até pode existir, mas espero que os “carinhos” e bem feitos prevaleçam.

  • Nos últimos meses, a mídia tem dado bastante destaque à evolução da blogosfera. Bom por um lado, para o lado daqueles que batalharam para chegar lá. Por outro, pode ter criado uma percepção deturpada da dura realidade. Aguardo os seus comentários sobre esse polêmico fenômeno.

revista epocafonte

  • Enfim, a bola de cristal do “faz isso” que “acontece aquilo” é prejudicial a qualquer campanha. É preciso estudar, mapear, mas principalmente, conversar com as pessoas para saber o que elas realmente desejam. Aí sim a “lógica” vira “prática”.




viral para doido nenhum botar defeito!

7 12 2007

louco.jpgO nosso cérebro é doido !!!

De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea.Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.Sohw de bloa!

Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!





grandes marcas vs poder da web

25 11 2007

conflict.jpgAcompanhe alguns dos assuntos que tem gerado reflexões interessantes e polêmicas sobre as experiências das empresas na web, mais especificamente nos tempos de hoje. São eles:

1. Vincent Ferrari vs AOL
2. Citroën vs UOL
3. Estadão vs blogueiros
4. HSBC vs Facebook

Como dá para perceber, não tem peixe pequeno no contexto. Não cabe a mim julgar as partes, pois me considero ainda um leigo no assunto, mas queria registrar minhas impressões sobre os casos (passíveis de erro, claro, por isso é importante os seus comentários e esclarecimentos):

  1. Não é fácil planejar num mundo “we media”. O poder ficou descentralizado e mais forte;
  2. A maioria das pessoas é realmente desligada. Quando um acorda, desperta um gigante;
  3. A blogosphera não tem memória curta, vide permanlink;
  4. Desculpas são necessárias, mas atitudes são imprescindíveis;
  5. Os blogueiros e comunidades geram tráfego [e não é pouco];
  6. As comunidades evoluíram muito. Basta um “sacar”que todos “rebatem”;
  7. Não agrida, se mal interpretado. Escute primeiro e busque a conversa (base do social media);
  8. Separe bem o “artificial” do “real”. Quando as intenções se confundem, o estrago é inevitável;
  9. Faça, prove e depois argumente. O contrario não funciona, pois é muito fácil de se checar os fatos na web;
  10. A vida ficou mais difícil para o mundo corporativo. Vivemos num cenário mais aberto, flexível, porém menos ingênuo. Não duvide disso e não menospreze a web.




viral strategies buzz marketing

11 11 2007





conteúdo relevante…dá trabalho!

5 10 2007





conceitos de marketing viral

4 10 2007





causa e efeito na web: é fogo!

25 09 2007

Imagine nessa época de seca em que vivemos [setembro bateu os recordes] jogar um toquinho de cigarro no meio da folhagem seca. Foi o que aconteceu na campanha da Talent para divulgar o site do Estadão. O blog interney sintetizou bem o fato ocorrido:

Causa: veja o comercial .

Intenção: Talent [explicação no site]: “a campanha expõe, de maneira bem-humorada, os riscos de consultas a sites na internet, e divulga as novidades do site do jornal“.

Efeito: Carlos Merigo, do Brainstorm 9: “Convidar as pessoas para que escolham e contestem suas fontes de informação com bom-senso e inteligência é uma coisa, generalizar de forma preconceituosa um universo que tem poder de construir percepções e destruir reputações num piscar de olhos, é estupidez“.

Veja, além da peça abaixo, postada [ironicamente ao ÃO] no blogadão, alguns dos 112.000 links, com o resultado = blogueiros + macacos, listados no Google, em 24.09.07:

Blogueiros: Macacos alfabetizados | Blogadão

cozido com papricas: Blogueiros, macacos e Estadão

Já que o assunto é a macaquice… » Pimenta com Dendê

TubaCity!: Macacos me mordam!

Dialógico: ESTADÃO RECUA E DIZ A BLOGUEIROS: “AMAMOS VOCÊS”





os benefícios da maçã verde para os negócios.

23 09 2007

Pare e pense: quantas mensagens sua empresa gera para o mercado? Por quais canais de comunicação? Agora adicione a tudo isso os meios tradicionais de comunicação e multiplique pelas mídias do mundo social media, dentro do conceito “we media”. Se o volume de informações na web já era sinônimo de caos, o que será de hoje em diante?

Ok, legal essa é fotografia do cenário, mas aonde entra a maçã verde? Imagine que as maçãs vermelhas representem as informações do mercado e a verde os diferenciais do seu negócio. Ah! O óbvio novamente? Não! A diferença é que as empresas vivem dois dilemas, historicamente, sem um bom índice de respostas de valor agregado:

1. Como mostrar o benefício de suas ofertas para o mercado pelo uso da comunicação [a resposta de U$ 1 milhão, com baixos índices de sucesso, porém com muitas tentativas];

2. Como fazer o mercado despertar para uma oferta que eles nem imaginam que exista e passem a buscá-la na web de forma planejada [me refiro ao novo horizonte que o social media abre, sem precedentes e sem limites].

Confira quando o mercado vai se encontrar para discutir abertamente os benefícios da maçã verde para os negócios no Brasil.





marketing para robôs 2.0.

19 09 2007

robos.jpgDepois de quatro meses de Academia rma 2.0, encerramos com chave-de-ouro [18.09] o último módulo com SEO [Search Engine Optimization], ministrado por Alexandre Kavinski, um dos profissionais mais renomados nesse assunto.

Logo nos primeiros slides ele fez uma perfeita e pessoal definição do que é SEO: “marketing para robôs 2.0″. Saiba porque, num breve, porém rico, extrato do conhecimento do Kavinski:

Os robôs definem:

  1. O que seu público-alvo vai ver;
  2. Quando seu público-alvo vai ver;
  3. Como seu público-alvo vai ver.

Porque:

  • Os buscadores são o principal recurso que as pessoas utilizam para encontrar um site (IMT Strategies);
  • 92% dos consumidores online utilizam os buscadores (NPD Group);
  • 80% dos internautas náo passam das 3 primeiras páginas de resultados (Forrester Research);
  • Bilhões de páginas disputam as primeiras posições.

O que Kavinski aprendeu com SEO:

  • Otimização tem que ser parte da cultura;
  • Não se faz, depois otimiza;
  • Não é Meta Tag, mas é page rank;
  • Não há resultados garantidos;É demorado e, muitas vezes, frustrante;
  • Pode ser muito barata e pode ser muito cara;
  • Não é uma opção, mas sim um caminho para os que querem sobreviver.




ontem ou hoje: marketing viral

17 07 2007

luta.jpgRecebi o texto abaixo informando que é uma nota da GM em resposta a um comentário de Bill Gates. Obviamente não é porque a GM é uma empresa séria. Vale a pena ler, pois envolve um bate-boca (fictício) entre duas grifes de mercados totalmente diferentes e prato cheio para a matéria “marketing viral”.

Bill Gates teria feito, durante um evento de informática, uma infeliz comparação da indústria de computadores com a automobilística, declarando: “Se a GM tivesse evoluído tecnologicamente, tanto quanto a indústria de computadores evoluiu, estaríamos dirigindo carros que custariam 25 dólares e que fariam 1000 milhas por galão (algo como 420 km/l).”

A General Motors teria respondido na bucha com o seguinte comentário:

Se a Microsoft fabricasse carros:
01 – Toda vez que eles repintassem as linhas das estradas, você teria que comprar um carro novo.
02 – Ocasionalmente, dirigindo a 100 km/h, seu carro morreria na Auto-estrada sem nenhuma razão aparente, e você teria apenas que aceitar isso, sem compreender o porquê! Depois, deveria religá-lo (desligando o carro, tirando a chave do contato, fechando o vidro saindo do carro, fechando e trancando a porta, abrindo e entrando novamente… Em seguida sentar se no banco, abrir o vidro, colocar a chave no contato e ligar novamente). Depois, bastaria ir em frente.
03 – Ocasionalmente a execução de uma manobra à esquerda poderia fazer com que seu carro parasse e falhasse… Você teria então que reinstalar o motor! Por alguma estranha razão você aceitaria isso como “normal”.
04 – A Linux faria um carro em parceria com a Apple, extremamente confiável. Cinco vezes mais rápido e dez vezes mais fácil de dirigir. Mas apenas poderia rodar em 5% das estradas.
05 – Os indicadores luminosos de falta de óleo, gasolina e bateria seriam substituídas por um simples “Falha Geral ou Defeito Genérico” (permitindo que sua imaginação identifique o erro!).
06 – Os novos assentos obrigariam todos a terem o mesmo tamanho de bunda.
07 – Em um acidente, o sistema de air bag perguntaria: “Você tem certeza que quer usar o air bag?”.
08 – No meio de uma descida pronunciada, quando você ligasse o ar-condicionado o rádio e as luzes ao mesmo tempo, ao pisar no freio apareceria uma mensagem do tipo “Este carro realizou uma operação ilegal e será desligado!” (IRRETOCÁVEL).
09 – Se desligasse o seu carro utilizando a chave, sem antes ter desligado o rádio ou o pisca-alerta, ao ligá-lo novamente, ele checaria todas as funções do carro durante meia hora, e ainda lhe daria uma bronca para não fazer isto novamente. (ÓTIMA).
10 – A cada novo lançamento de carro, você teria de reaprender a dirigir. Coisa fácil: voltaria a auto-escola para tirar uma nova carteira de Motorista. (PODE PARECER EXAGERO, MAS PENSANDO BEM É ISSO MESMO).
11 – Para desligar o carro, você teria de apertar o botão “Iniciar” (PERFEITA).
12- A única vantagem: Seus netos saberiam dirigir muito melhor do que você!