Gosto muito de ler a coluna e-Negócio de Bob Wollheim no UOL. Recentemente ele mencionou a seguinte reflexão sobre mídias sociais, inspirado em um evento: “…É tudo diferente, gente diferente, muitos jovens, comidas diferentes, talentos à flor da pele e, o que é mais interessante, uma energia fortíssima de um povo que está à margem do “mainstream”, feliz com isso, percebendo que tem um trem enorme passando por eles e que o lance é pular nele…”
Ao longo de 20 anos eu presenciei e vivi reuniões de planejamento de marketing onde os executivos basicamente pulavam num trem enorme e estruturavam suas visões, onde pouca coisa era diferente. As coisas eram (e continuam) estruturadas da seguinte forma:
Temos que comunicar:
- Posicionamento
- Ofertas
- Estratégias
- Referencias de clientes (casos de sucesso)
E segmentaremos o mercado da seguinte forma:
- Região
- Tipo de indústria
- Cargo (preferencialmente C-level)
- Tamanho da empresa
Com os seguintes recursos:
- Campanhas de vendas
- Propaganda
- Publicidade
- Promoções
- Eventos…
O que mudou de uns tempos para cá? Para grande parte do mercado ainda nada. Para alguns, paulatinamente, eles descobriram que a bolinha WEB do mix de marketing não representava apenas uma forma geométrica que se traduzia em website e e-mail marketing. A bolinha cresceu e virou um mundo.
Características desse “novo” mundo:
Existem pessoas nativas por lá: eles nascem num ambiente diferente, onde o browser é o brinquedo e também a enciclopédia. Quando chega a adolescência, representa o principal “point” de encontro e de relacionamentos. Quando crescem, o browser ganha novo papel: é ferramenta de trabalho e de remuneração.
Multifunção: eles têm uma capacidade chamada no mundo corporativo de “multitask”. Ou seja, uma habilidade e velocidade de raciocínio bem diferente das pessoas que têm 20 anos a mais. Tempos atrás tracei um pequeno perfil:
Comportamento de blogueiro é…
-
- ver um post em cada movimento
- acionar o browser, assim que pintar uma novidade ou dúvida
- rir sozinho andando na rua (e olhando para o celular que não tocou!)
- assinar feeds ao invés de jornais e revistas
- ficar excitado ao ver um MacBook em 24x s/juros, com 1 dia de entrega
- ficar depressivo porque a rede está fora do ar
- dormir tarde porque estava blogando
- perder o sono porque lembrou de algo que ficou fora do post
- ter mais fotos de blogueiros do que da própria família
- ficar neurótico com tantos lançamentos de telefonia móvel
- dar porrada em quem ainda duvida do poder da web 2.0 e social media
- fazer sign up e experimentar todas as boas novidades da web
- compartilhar descobertas com os amigos
- publicar o post de seu smartphone anytime, anywhere
- filmar com um N95, editar e fazer upload em 30 minutos
- ”twittar” uma url interessante em menos de 1 minuto
- respeitar opiniões
- usar twitter como help desk
- andar com os bolsos vazios de $, mas cheios de mobilidade
- andar com um olho no real e outro no virtual
- fazer uma reclamação online e real time, por ser mal atendido
- pensar 2.0 e gritar quando sente o cheiro do 1.0
- conversar com o smartphone até quando está rodeado de pessoas
A surpresa: tem gente do mundo tradicional circulando por lá e vice-versa:
Você também está lá e não sabe: é verdade! Faça o teste:
- Participa do Orkut, Linked In, Facebook…;
- Faz uso do MSN, Adium, Gtalk…;
- Publica no WordPress, Slideshare, Slide.com, Flickr…
- Assina feeds;
- Visita outros ambientes web e deixa seu comentário.
A boa conclusão: isto não é futuro. É realidade! O trem está passando e você vai ficar olhando?! Então, como diz o pinguim do filme Madagascar: “Sorria e acene…sorria e acene…”












E ainda tem gente que não acredita na web 2.0 como ferramenta do presente.
Louca para pular, mas por enquanto melhor silenciar, planejar e rir do celular que não tocou
Olha, sem querer descobri que estava correndo junto com o trem, e espero que alguém de lá de dentro me pegue pela mão.
Seria uma ótima já entrar na 1º classe. =p
Patricia, Fabio e Tine: welcome on board!!
o trem é grande e cabe bastante gente dentro dele. como diz a velha canção, the times they are a-changin
Nem me fale Maurício. Como diz o mineirinho: “ô trem bão, sô!”
Eu estou nesse trem e sou convicta que web2.0 é realidade e precisa ser valorizada e bem aproveitada por todos. Senti uma grande identificação com o comportamento de blogueiro.
Rosangela, muitissimo obrigado pela sua visita. É engraçado como o termo “trem”, usado pelo Bob sintetiza bem o espírito da coisa. Com relação ao comportamento de blogueiro, desenvolvi a lista de tanto andar em boa companhia, tanto de pessoas da polvora! quanto de pessoas do mercado. Foi um bom aprendizado e continua sendo até hoje.