Confesso que não vejo novela, aliás vejo pouca TV. Os comentários que ouço dos telespectadores e leio por aí é que elas evoluíram e, além de consagrarem artistas, autores, diretores e produtores, expõem situações e assuntos do cotidiano, contribuindo de alguma forma para gerar debates em diversas proporções na sociedade.
São várias as razões pelas quais eu comecei a ver menos TV. Vão desde a decadência da programação das emissoras até o volume de atividades pela minha função desenvolvida nas empresas onde sou sócio. Quando o negócio envolve basicamente o browser como oráculo de profissão, então, nem se fale. Tudo vai por um canal: trabalho, lazer e amizade.
Para quem não assiste novelas, nos últimos tempos, de maneira inusitada, eu tenho vivenciado uma experiência interessante no campo do relacionamento sem controle, do aberto, colaborativo, onde praticamente tudo é permitido. A novela #pavio, assim denominada e iniciada pelo jornalista Tiago Cordeiro, mistura ficção e realidade de forma instigante.
Explico melhor:
Início despretensioso – tudo começou quando a turma da empresa se preparava para assistir ao Hancock. Cordeiro começou a narrar sua visão sobre a correria das pessoas que iriam trabalhar na pré-estréia do filme e outras convidadas. Sacou ângulos que certamente nem os próprios personagens poderiam imaginar, em suas reflexões mais profundas.
Rápida adesão – não demorou para os seus followers_me entrarem na conversa com a tag #pavio.
Sem roteiro – o minuncioso roteiro e produção das tradicionais novelas abre espaço para a sensibildade e iniciativa de participação de quem estiver conectado. Claro que entrar no clima dos assuntos do momento são mais adequados. No entanto, como exigir isso de um canal assíncrono que é o Twitter?
Ficção e realidade – apesar de afirmar que uma novela tenha necessariamente esses dois elementos, considero somente a “realidade”, a não ser que percepção de alguém seja “ficção”. Podemos discordar, mas é difícil censurar. O desenrolar do #pavio tem sido interessante, pois além do browser, as coisas boas da rua também se inserem no contexto, pelo menos das quais eu estou inserido. E para isso existem fotos e vídeos que comprovam.
Quem participa – todos os interessados e que não tenham vergonha de contribuir.
Como acompanhar com toda essa zona? – via www.twemes.com. Digite a tag “pavio”.
Prazo de validade – segundo o próprio Tiago, quando perder o interesse. Mas será que a vida fica desinteressante um dia? Talvez quando não estivermos mais respirando. Certo?
Venha, venha e participe dessa experiência!















Ok, vamos ver se entendi
Obrigada
Tine acertou. É por aí mesmo.
[...] tratava, para minha surpresa era a primeira novela no twitter e depois de tudo bem explicado pelo Soma, resolvi participar. E é claro, comecei tudo errado [gargalhada] chegaram a pensar que eu havia [...]